04/04/2016 21:50:00
Yoga da felicidade



O tempo tornou-se um inimigo e a vida uma ameaça. Fomos domesticados num sistema que nos transformou em máquinas de produção, mesmo que criativamente. A voz da essencialidade, sufocada pelo ego, perdeu força dentro de nós.

O regime de competição nos educou a termos sucesso sendo sempre os melhores. Assim, esquecemos a nossa conexão com o todo, passando a nos apegar aos resultados de ações pontuais, que a princípio nos trazem certo prazer, e em pouco tempo nos colocam numa ciranda de insatisfação que grita sempre por mais.

Passamos a nos cercar por pessoas “bem sucedidas” e infelizes, indivíduos deprimidos, com medo de cada amanhecer, pânico da vida, cegos para as simples e sutis belezas do cotidiano.

Com este sentimento de separação, muitos medicamentos têm sido utilizados para que a vontade de viver seja retomada artificialmente. O que poucos sabem é que a única forma de acabar definitivamente com este abismo crônico de tristeza ou mesmo com a ansiedade constante é voltarmos à consciência de que somos apenas fragmentos de um universo único que nos ama e conspira a nosso favor. A verdadeira unidade.

Sem nenhuma ou pouca consciência corporal, mental e emocional aumentam as chances de nos afastarmos desse “Eu Maior” que reside também em nosso coração e divinamente nos faz pulsar junto com a natureza.

Para esta saúde integral, a nossa prioridade deveria ser o autoconhecimento, com a observação dos pensamentos, atenção às emoções e valorização de nobres sentimentos, para termos mais vitalidade e a chance de despertarmos para esta beleza superior com acesso à felicidade plena sem motivos, a única além das circunstâncias.

O Yoga é uma prática vigorosa neste processo de descoberta interior. O corpo é utilizado como ferramenta para os movimentos de força, equilíbrio e flexibilidade. Se a entrega for profunda, o praticante poderá mergulhar num vasto oceano de respostas sobre si mesmo.

Existem diversas linhas de Yoga, desde as mais devocionais até as que priorizam especificamente o desenvolvimento físico. O ideal é que cada um experimente algumas práticas e escolha a qual tem mais tem afinidade.


Coragem e feliz despertar! Namastê.

Jo

Texto publicado no BN Notícias de Londres.

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