08/02/2017 10:30:00

OBSERVAÇÕES
Zoeira - A fronteira final



O FIM DA ROSCA

São Paulo adverte-nos em uma de suas epístolas sobre o tempo das fábulas; tempo onde a verdade seria proclamada do alto dos telhados e, mesmo assim, não seria ouvida pelos homens.

Séculos mais tarde, o escritor inglês G. K. Chesterton, rediz o que fora apontado pelo Apóstolo dos gentios, porém, com o seu característico jeitão jocoso. Disse ele, mais ou menos assim: que, cedo ou tarde, viveríamos um tempo em que dizer que a grama é verde seria considerado um absurdo, um insulto à inteligência.

Pois é, hoje em dia há pouquíssima margem para dúvidas quanto ao fato de estarmos imersos nessa época, no tempo das fábulas, onde a insanidade politicamente correta considera o anuncio duma obviedade patente um insulto sem precedentes que deveria ser amoldado e reduzido ao nível da mais rasa demência diplomada para que a verdade não mais seja ouvida e compreendida.

UM TREM PRA LÁ DE SÉRIO

A regra é bem simples: um psicopata acaba sempre rodeado por uma multidão de histéricos que idolatram cegamente todas as estripulias exibidas pela personalidade deformada que tanto os fascina, pouco importando a situação ou o contexto em que a encenação psicopática seja apresentada. Sim, sei que o trem é triste, mas é desse jeito e, por isso mesmo, um trem pra lá de sério.

A LETRA QUE MATA

A moralidade, necessariamente, precede a legalidade. Nem tudo que torna-se legalizado, e praticado coletivamente, converte-se em algo moralmente bom. Sempre é bom lembrar que os maiores absurdos ocorridos no século XX foram perpetrados sob a proteção da lei que soberbamente se sobrepôs à moral. Resumidamente: a modernidade não mede esforços e não economiza os subterfúgios para sufocar no corações dos homens a lei natural para substituí-la pela volubilidade legislativa tangida pelas modas ideológicas do momento.

NÃO É DIALÉTICA

A confrontação do significado de duas ou mais palavras encobertas por várias camadas de sentimentalismo afetado não é dialética nem aqui, nem na casa do Saci. Por mais que nos convençamos do contrário, isso não é a dita cuja. Aliás, é bom lembrar que esse tipo de convencimento não passa de idiotice, na melhor das hipóteses.

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Sobre o Autor

Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, escrevinhador por não ter mais o que fazer e bebedor de café resoluto.