08/03/2016 11:41:00
Um despertar para o sagrado feminino



Resolvi registrar o meu ano novo de vida com um ensaio fotográfico, sem imaginar que este seria o maior exercício de mergulho no meu sagrado feminino.

Enchemos a boca para falar que somos mulheres independentes, livres e donas de nossas próprias escolhas, mas a verdade é que conhecemos muito pouco sobre a coragem que carregamos e reconhecemos apenas milímetros da gigante beleza essencial que reside o tempo todo em nós.

As também mulheres balzaquianas vão concordar que os trinta anos nos dão a mágica da segurança e uma valorização pessoal que não conhecíamos antes. Mas o que senti naquela floresta, ainda não tinha descoberto em mim.

Entrar nua numa cachoeira foi o momento de maior entrega da minha vida. Foi a quebra de muitos medos, preconceitos e crenças limitantes.  Uma mulher nua pode ser infinitamente mais do que o símbolo da sensualidade relacionada à sexualidade.

Ali não restava nada mais além do que eu mesma. Estava despida de qualquer ilusão. Foi um lindo encontro com a água onde não era mais somente uma mulher, e sim um ser único com toda a natureza criadora, a verdadeira manifestação do poder de Deus.

Junto com aquela correnteza foi embora também mais uma camada da venda que ainda cobria meus olhos sobre quem eu realmente sou, mulher, menina alegre, às vezes uma velha rabugenta, uma rainha da minha própria vida, única e especial, aberta e receptiva a tudo o que o plano divino sonhou para mim.

Na volta para casa, a sensação era nítida de que carregava menos peso sobre os ombros. Algo muito lindo aconteceu. Uma vibração que me deixou ver mais cores no mundo.  Algo que eu desejo que todas as mulheres que amo também sintam um dia.

Acredito que o autoconhecimento é a prioridade absoluta na vida de cada um. E quando desejamos nos descobrir cada vez mais, o universo se encarrega de colocar essas ferramentas maravilhosas no nosso caminho.

O resto é deixar fluir e mergulhar...

Neste dia de tanta força feminina envio o meu amor a todas as mulheres corajosas que reconhecem o seu valor, na força e na fragilidade de sua natureza, nas suas sombras e em sua imensa luz interior.

Um abraço muito amoroso à minha companheira de jornada de evolução Dani Leela, responsável por captar este momento inesquecível, com todo o amor de mulher e mãe que exala todos os dias de sua vida. Por enquanto só vi algumas das muitas fotos que tiramos, mas tudo o que aconteceu já me transformou por toda a minha existência de uma forma que a única coisa que posso fazer é agradecer.

Beijos, lindas, maravilhosas!

Até breve.

Jo.

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