08/05/2017 13:01:00

EM QUEDA
Após saques de contas inativas do FGTS, diminuem as contas em atraso no Paraná
Liberação do benefício contribuiu para redução de 15.392 famílias com contas em atraso


(Foto: Ilustrativa)


Da Redação, com CNC

São Paulo - A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), mostra que 86% das famílias paranaenses continuam endividadas em abril.

Neste mês, o Paraná ficou na segunda posição do ranking nacional de endividamento, perdendo apenas para Santa Catarina, que tem 86,2% das famílias com algum tipo de dívida. A média brasileira ficou em 58,9% e teve alta de 1 ponto percentual em comparação com o mês anterior e a terceira alta mensal consecutiva.

INADIMPLÊNCIA

Apesar do leve aumento no volume de dívidas no Paraná em comparação com março, que atingia 85,6% das famílias paranaenses, houve melhora na condição de pagamento e na inadimplência.

A pesquisa mostra redução de 8,12% nas contas em atraso. Em números absolutos, significa 15.392 famílias em Curitiba e Região Metropolitana estão menos preocupadas com dívidas pendentes. Entre os endividados, 25,6% estava com contas atrasadas em abril. Em março, a proporção de dívidas em atraso foi de 27,9% e em abril de 2016, 26,5%

A inadimplência também teve melhora em abril. Na comparação com o mês anterior, houve redução de 10,1% no número de famílias que não teriam condições de pagar suas dívidas. A parcela de paranaenses que dizia não ter condição de arcar com seus compromissos financeiros era de 9,9% em março e caiu para 8,9% em abril. Este é o menor índice desde setembro de 2015.

Tal fato deve-se, em grande parte à liberação de contas inativas do FGTS, dinheiro extra, que segundo os próprios consumidores seria utilizado para aliviar parcelas de dívidas e também para investimentos. De acordo com a Fecomércio PR, os efeitos dos saques do Fundo de Garantia foram percebidos com maior intensidade no Paraná em função do grande número de empregos formais, tanto que é o quarto Estado com maior volume de trabalhadores com direito à retirada do benefício.

A estabilidade no emprego também permite que os paranaenses contraiam mais compromissos financeiros de pagamento a longo prazo. Por isso o alto índice de endividamento do Estado não deve ser visto necessariamente como algo negativo. A pontualidade no pagamento e o nível de adimplência no Paraná estão em condições mais favoráveis do que a média do país. O Estado ocupa apenas o 18º lugar entre os estados com contas em atraso e o 15º no número de famílias sem condições de pagar suas dívidas.

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