09/11/2015 15:14:00

Esperar de quem ?

Até mesmo teóricos críticos de plantão estão confusos quanto ao amanhã do Brasil. De consenso mesmo é que devemos começar a pensar o Brasil sob uma nova chave (expressão do sociólogo Luiz Werneck Vianna) e estamos sentido muito a falta de lideranças políticas vanguardistas.

            Outra constatação que não encontra discórdia é que o poder político continua sentado no próprio rabo e cada vez mais  impotente para criar qualquer coisa. Todavia,  o diagnóstico mais lúcido destes pensantes de plantão é que as coisas não vão acontecer naturalmente. Acreditar nisto é uma asneira sem tamanho. A conclusão que tiro é que precisamos urgentemente de um ‘Primeiro motor Aristotélico’, uma força causadora.

            A seguir o não-caminho que estamos tomando corremos o risco de cair nas mãos do Judiciário [um Governo de Juízes?] ou das Forças Armadas [um novo Governo de Militares?]. Particularmente,  mesmo que circunstancial e absurdo aos olhos de quem já viveu tal experiência,  vejo esta possibilidade como um precipício perigosíssimo.  Não escrevo isto porque acredito, mas sim por ter claro que no tempo presente ninguém tem conseguido controlar o que está aí e por não termos lideranças capazes de liderar esse caos.

            Ao utilizar a expressão ‘caos’ refiro-me à popularidade cada vez mais crescente do discurso de impeachment e isto se dá pela simples razão de não se reconhecer neste Governo a capacidade para tirar o Brasil da areia movediça em que nos encontramos.

            Assim, neste ambiente profundamente inseguro, vem a pergunta: o que fazer em curto prazo? Esperar de quem?  De onde viria a solução? Que Instituição (Instituições) poderia propor um convencimento nacional, uma nova proposição.  Que liderança política estaria em condição? Que partido político conseguir mover alguém?

            A suspeição a tudo e a todos é tão grande e os fenômenos de satisfação e insatisfação estão sem referência alguma que corre-se o risco de cegamente errar muito mais do que já erramos.

            É preciso reconhecer a necessidade de novas regras (mesmo que a curtíssimo prazo), novas referências, nova socialização e novos ideais. Se há algo claro é que encontrar a solução não é tarefa exclusiva para uma Instituição, um Partido ou uma Pessoa.

Devemos esperar uma resposta da Presidente?  De Lula? Devemos esperar um chamamento dos meios de comunicação? Devemos, quem sabe, esperar uma convocação dos seguidores do Papa Francisco?  Devemos esperar uma nova primavera de junho de 2013?

            Os pensadores Richard Rorty (in memorian) e Luc Ferry, esperançosos por natureza em seus escritos acreditavam que se não  convencessem  esta geração, deveriam aguardar a próxima ou ainda aquela que virá.

Escreveu Luc Ferry: "É na primeira infância, com os pais, que se aprende ou se deveria aprender a polidez, as bases da ética, a distinção entre justo e injusto, em qualquer sentido que se defina. Se este não é o caso, o mal está feito". Sabemos que este tipo de crença, própria de filósofos e espiritualistas não tem convencido esta legião de brasileiros perdidos.  Estes [Brasileiros agoniados] querem algo imediatamente. E aí? 

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