10/02/2017 13:04:00

COLUNA
Reflexões e zoações em gotas



(i)

Esse negócio de se ofender por qualquer coisa, por qualquer palavra desajeitadamente dita, de certo modo, seria o equivalente a tal síndrome de toque.

(ii)

Esse negócio de cultivar uma sensibilidade extremada, pautada em lorotas politicamente corretas, apenas evidencia o quanto o sujeito quer ser adulado sem jamais ser corrigido.

(iii)

Em que medida somos sal da terra e luz do mundo? Na medida em que não tememos desagradar o mundo, não supervalorizamos a carne e lutamos de peito aberto o bom combate contra as tentações do inimigo.

(iv)

Diante da morte, o nosso comportamento perante ela, desnuda-nos; revelando aos olhos de todos a real proporção de luz e sombras que há no âmago de nosso ser.

(v)

Reduzir tudo aos limites da esfera do mundo político é uma deformação espiritual bestial que mutila profundamente o significado de tudo o que caracteriza a vida humana.

(vi)

O triste no Brasil, entre outras coisas, é que a honestidade é tida como um diferencial para alguém ser bem visto como político pela sociedade civil [des]organizada, quase uma bandeira, e não um pré-requisito inegociável para tal.

(vii)

Dedicação não é tudo; porém, já é um bom tanto do caminho andado. Talento, também, não é tudo; mas se estiver apartado da dedicação, ele não é nada. Pior! É apenas um baita desperdício.

(viii)

Todo caboclinho criticamente crítico sempre imagina, furiosamente, que o mundo sempre está errado e que suas ideias, invariavelmente, seriam sempre mais que perfeitas. Nunca ocorreu-lhes, nem por um instante, que o contrário disso seja mais que possível.

(ix)

Todos os regimes totalitários sempre foram promovidos por boas intenções. Todos. E nisso reside o diabólico cinismo da mentalidade dos revoltadinhos críticos que se recusam reconhecer as consequências desastrosas de suas malditas ideias bem intencionadas.

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Sobre o Autor

Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, escrevinhador por não ter mais o que fazer e bebedor de café resoluto.