10/07/2017 11:23:00

REFLEXÔES
Entre palavras ocas e ideias tolas



(i)

Quando o homem faz ouvidos moucos para a Palavra Viva de Deus, ele se fecha no cerco hedonista da insanidade da humana verborragia mundana.

(ii)

A Sagrada Escritura é a palavra Divina comunicada a nós por meio de letras humanas. Por isso, para lê-la devemos dilatar nosso entendimento para que ele possa ser iluminado pelo Verbo de Deus; porém, muitas vezes, por vaidade e presunção, preferimos agrilhoar a Palavra de Deus nos limites de nossas dúbias letras e de nosso tacanho entendimento.

(iii)

Querer interpretar a Sagrada Escritura a partir de nosso débil entendimento é vaidade da brava; agora, procurar interpretar-se à luz dos ensinamentos Bíblicos e com o auxílio daqueles que piamente a leram no correr dos séculos é, no mínimo, um humilde passo na direção dum profícuo e bom começo.

(iv)

Qualquer um que insista ainda em chamar Nicolás Maduro de democrata, ou de algo similar, não passa dum cínico de marca maior.

(v)

Negar-se a ver o óbvio ululante é a marca distintiva de todo aquele que sofre de cegueira ideológica, seja ela profunda ou não. Aliás, como todos nós sabemos, essa é a pior forma de cegueira que há.

(vi)

A luz da verdade dificilmente poderá iluminar uma alma que ama, que adora viver à sombra duma vida edificada a partir dum amontoado de mentiras.

(vii)

A verdade não é um dado, não é um experimento, nem um silogismo. A verdade é uma Palavra, viva e chagada, que anseia encontrar-se conosco para iluminar os nossos olhos e vivificar nossa vida se a escolhermos como caminho a ser trilhado em nossa jornada nesse vale de lágrimas.

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Sobre o Autor

Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, escrevinhador por não ter mais o que fazer e bebedor de café resoluto.