10/08/2017 10:07:00

VALORIZAÇÃO
Secretaria da Mulher promove formação para Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher
Evento acontece nesta sexta feira (11)


(Imagem: Divulgação)


Da Redação, com assessoria

Guarapuava - A cada dois segundos uma mulher é vítima de violência verbal ou física no Brasil. Isso quer dizer que só hoje, mais de 15 mil mulheres já foram agredidas física ou verbalmente. Todos sabem que já esta na hora disso acabar.

Em função dessas drásticas estatísticas, a Secretaria da Mulher realiza nesta sexta feira (11), a partir das 8h30, na Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, a Formação para a Rede de Enfrentamento a Violência Contra a Mulher. O evento que é realizado em lembrança aos 11 anos da Lei Maria da Penha, vai capacitar as mulheres para que elas reconheçam os tipos de violência que podem ser cometidas contra elas.

“Repassar informações às principais envolvidas nessas trágicas estatísticas é como armá-las contra a violência, que na maioria dos casos ocorre dentro de casa, por seus companheiros. Temos que tirar essa cultura da impunidade que é tão presente nesses casos", explica a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Priscila Schran.

Fazem parte da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher de Guarapuava: secretarias municipais da Mulher, de Saúde, de Educação e Cultura, e de Assistência e Desenvolvimento Social; Delegacia da Mulher; Patronato; Polícia Militar; Poder Judiciário; 5ª Regional de Saúde; Unicentro; Polícia Civil; Hospital São Vicente de Paulo; Ministério Público e Núcleo de Estudos e Defesa de Direitos da Infância e da Juventude (NEDDIJ).

MARIA DA PENHA

Aprovada em 07 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340) criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. A lei possibilita que agressores sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada, em caso de qualquer ato de violência doméstica. A ONU considera a legislação uma das melhores do mundo em combate a violência doméstica contra a mulher.

O nome Maria da Penha é porque a lei foi baseada na história da cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que sofreu por mais de 20 anos com a violência doméstica. Enquanto dormia, o ex-marido atirou contra ela e a deixou paraplégica.

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