16/03/2017 19:25:00

EXCLUSIVO
Maria Gadú conversou com a RSN e te convida para o show 'Guelã'
"Somos um coro que luta por igualdade, acima de tudo. A grande questão é dizimar essa raiva gratuita que assombra o preconceito."


(Imagem: Reprodução RedeSul TV/Produza)


Jonas Laskouski

Guarapuava - Pela primeira vez em Guarapuava trazendo o show 'Guelã Ao Vivo', um dos grandes nomes da nova geração da música brasileira, Maria Gadú conversou com exclusividade com a RedeSul de Notícias, antes do show 'Guelã', que acontece nesta quinta (16) a partir das 21h, no Pahy Centro de Eventos.

RSN: Tem gente que há anos espera a oportunidade de te ver tocar. Vai haver espaço para pedidos ou o setlist já está pronto? 

Maria Gadú: Verdade! O setlist está pronto mas recheado de coisas antigas também.

RSN: Podemos esperar músicas de todos os álbuns?

Maria Gadú: Sim, o repertório desse show é uma mescla de Guelã e músicas de outros álbuns como “Dona Cila”, “Tudo diferente”, “Altar particular” , “Ne me quite pas” e outras.

RSN: Num Brasil de contrastes, onde a diversidade ganha vez mais destaque mas ao mesmo tempo revela mortes, espancamentos e preconceito, como é ser uma das vozes LGBTs da nova geração?

Maria Gadú: Somos um coro que luta por igualdade, acima de tudo. A grande questão é dizimar essa raiva gratuita que assombra o preconceito. A necessidade de demonstrar tanta desafeição pela vida afetiva ou condição de gênero do próximo. Somos seres humanos, com o mesmo coração. 

RSN: Maria Gadú é a mesma de Shimbalaiê?

Maria Gadú: Nunca será e sempre será. A Maria de Shimbalaiê, era uma criança de 10 anos. Compus essa canção no meio da infância e ela diz muito sobre isso. Morei numa ilha e convivia diariamente com a natureza, A canção foi gravada muitos anos depois, mas acho que ela teve essa fluidez por conta da simplicidade que ela carrega, a energia da criança. Sempre serei a criança que fui, mas hoje com trinta anos, talvez não tivesse a delicadeza e despreendimento pra escrevê-la novamente.

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