16/08/2017 15:35:00

PANORAMA
Cesar Filho segue em frente!
Para o pré-candidato, o terreno está fértil e a semente está sendo lançada


Cesar Silvestri Filho (Foto: Lizi Dalenogari/RSN)


O desejo do prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho (PPS), em ter a sua pré-candidatura à sucessão no Palácio Iguaçu, continua repercutindo em blogs, principalmente, de Curitiba. Depois de merecer os comentários do blogueiro Esmael Morais, que é ligado ao senador Roberto Requião, o jornalista Celso Nascimento, em seu ContraPonto, volta ao assunto. No seu comentário, o jornalista traça um paralelo entre o ex-governador Paulo Pimentel, eleito governador do Paraná, aos 37 anos de idade, em 1965. Cesar Filho está com 36 anos e administra Guarapuava pelo segundo mandato consecutivo, depois de ter sido eleito deputado estadual.

Se Pimentel concorreu contra “um gigante da política paranaense, Bento Munhoz da Rocha Neto”, como relembra Celso Nascimento, com Cesar Filho não será diferente, a julgar pelos nomes colocados na mesa das pré-candidaturas: a vice governadora Cida Borghetti, esposa do ministro da saúde, Ricardo Barros, e mãe da deputada estadual Maria Victória; o deputado e atual secretário de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior, que vem administrando uma das secretarias mais políticas do Governo. Por ele, passam todos os prefeitos e deputados que buscam recursos da Sedu.

Outro ponto que tem como parâmetro o comentário de Celso Nascimento, é que Paulo Pimentel, três anos antes de ser eleito governador do Paraná, era conhecido apenas pelos amigos que deixara na sua terra natal, a cidade de Avaré, no interior de São Paulo, e em Porecatu, no interior do Paraná, onde administrava uma fazenda do sogro João Lunardelli. Ele foi para Curitiba pelas mãos do então governador Ney Braga, que deu a ele a Secretaria de Agricultura.

Cesar Filho nasceu em Guarapuava, no interior paranaense, e, ao contrário de Paulo Pimentel, iniciou sua trajetória política bem cedo. Formado em Direito, assim como Paulo Pimentel, começou a assessorar o deputado federal e presidente nacional do PPS, Roberto Freire. O contato com a política, porém está no seu DNA, como herança deixada pelo seu avô, o ex-prefeito de Guarapuava Moacir Silvestri, o seu pai, o ex-deputado federal Cezar Silvestri e extensivo também à sua mãe, a deputada estadual Cristina Silvestri.

Administrando um dos municípios mais importantes do interior do Paraná, Cesar Filho “come pelas beiradinhas”, como diz o mineiro. Faz a sua campanha pelo interior do Estado, com o aval do presidente estadual do PPS, Rubens Bueno. É no interior que busca formar a sua base. Tudo bem que é dentro de um cenário partidário, mas é dentro do próprio partido que Cesar Filho precisa vencer o primeiro desafio: ter o seu nome homologado numa eleição primária, caso Marcelo Rangel, prefeito de Ponta Grossa, mantenha a pré-candidatura. De acordo com o site do PPS, a legenda no Paraná possui hoje um deputado federal, três deputados estaduais, 21 prefeitos, 22 vice-prefeitos e 176 vereadores. Números consideráveis, portanto.

Do lado de fora, Cesar Filho precisa conquistar apoios importantes, como é o caso dos deputados guarapuavanos Artagão Júnior (PSB) e Bernardo Ribas Carli (PSDB). Os dois parlamentares apoiaram a reeleição do atual prefeito numa frente contra o petista Antenor Gomes de Lima. Essa parceria vem se mantendo nestes primeiros anos de administração. Teoricamente, Cesar Filho teria de três a quatro candidatos a uma das vagas na Assembleia, contando com a possível candidatura de sua mãe, Cristina Silvestri, e outro líder do seu staff, que acena com o desejo de disputar o cargo eletivo. Bem, mas ainda é cedo para isso, embora quando se trata de disputa de voto, toda hora é hora.

Enquanto isso não acontece, uma coisa é certa: Cesar Filho trilha o seu caminho e está no páreo. Afinal, eleição é para ser disputada e nessa fase preparatória, ele mesmo diz que está indo muito bem. 

Para o pré-candidato, o terreno está fértil e a semente está sendo lançada. Cesar Filho observa que nos últimos 50 anos pelo menos, não houve um ambiente da política tão desgastado e tão propício para o surgimento do novo. O prefeito de Guarapuava é jovem, mas traz como bagagem uma história política que começou a ser escrita no final de década de 50. Em 1959, seu avô é eleito prefeito de Guarapuava. Mas ele aposta pra valer. "Não há, em nenhum momento anterior, um momento tão fértil para o surgimento de candidaturas diferentes ou até improváveis como a minha", disse a Celso Nascimento.

Sobre o Autor

Cristina Esteche é jornalista, publicitária e fundadora da Rede Sul de Notícias.