16/10/2017 20:24:00

REFLEXÕES
O rato que não ruge | Dartagnan da Silva Zanela
Professor, caipira, cronista e bebedor de café.



(i)
QUANDO UMA ABSURDIDADE INTOLERÁVEL passa a ser aceita e respeitada por uma geração como senso algo bom e, como dizem, tolerável, a geração subsequente, infeliz e inevitavelmente, acabará aceitando como natural o que até então era evidentemente aberrante e passará a encarar como inaceitável tudo aquilo que seja contrário ao absurdo agora normatizado.

(ii)
NA SEMANA EM QUE SE CELEBROU os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, e dos 100 anos do milagre do Sol de Nossa Senhora em Fátima, todos nós tivemos que testemunhar, atônitos, a uma investida alucinada e alienante realizada pela grande mídia, empresas, artistas, intelectuais, enfim, de toda horda que está alinhada com a agenda dos potentados globalistas que, histericamente, reafirmaram os sofismas da ideologia de gênero como se fosse a revelação dum novíssimo e apócrifo evangelho segundo Nero.

Aliás, reafirmaram o que a décadas esses potentados vem sorrateiramente semeando, no coração e no imaginário da sociedade, por meio de seus serviçais, cônscios ou não de seu papel nesse teatro de horrores.

Tais atitudes, que afrontam o bom senso de maneira vergonhosa, ao seu modo, tem lá o seu lado bom, haja vista que revelaram, de supetão, o que de fato está subjacente a toda essa insanidade politicamente correta que pretende tornar-se hegemônica na sociedade e nas almas dos indivíduos. Agenda essa que não almeja o bem de ninguém; nem de héteros, nem de homossexuais, muito menos das futuras gerações.

(iii)
O ABUSO DE AUTORIDADE É ALGO degradante, repugnante, pois revela de que matéria é feita a alma do portador do dito cujo do poder, usado e abusado em nome sabe lá do que, ou de quem. Todavia, não apenas a posse deste revela a substância dum sujeito. O denuncismo também, seja ele histérico ou sorrateiro. Essa prática covarde, típica dos capachões, desvela a verdadeira face duma pessoa que anseia deleitar-se com o abuso do poder, mesmo que seja apenas através da sombra de outrem. Enfim, no fim das contas, o denuncismo e o autoritarismo são o verso e o reverso da mesma moeda podre que é largamente usada no mercado patrimonialista da canalhada unida.

(iv)
O QUE DE FATO É TRISTE, digo, o que de fato faz-se vergonhoso é termos de testemunhar, atônitos, o silêncio covarde e escandaloso de grandíssima parte do clero católico frente as aberrações blasfemas que escandalizaram inúmeras almas nas últimas semanas em nosso triste país; aberrações que, dissimuladamente, foram e são apresentadas soberbamente como se fossem manifestações artísticas do mais aquilatado gabarito quanto, na realidade, não passam de disparates enfeitados.

(v)
IDENTIFICAR UM MONTE DE SANDICES pelo que ele de fato é não seria, de modo algum, um ato de censura. Não mesmo. É um ato de bom senso. Afinal de contas, cada coisa deve ser claramente identificada pela sua natureza, não pela sua imagem enganosa. Se equivocado estou no que digo, então sinta-se à vontade para degustar um bom prato de excrementos que lhe seja apresentado pomposamente como sendo uma suculenta picanha. E coma tudinho sem reinar, afinal, contrariar a majestade da obra dum "artista", ou o parecer demiúrgico dum "intelectual" mui bem diplomado, dizendo tão somente o óbvio ululante é coisa de fascista malvado. Muito malvado.

(vi)
RESUMO MUITO BEM FEITO pelo Deputado Onyx Lorenzoni em discurso proferido no dia 11 de novembro de 2017 na Câmara dos Deputados, por isso, recomentado esse vídeo. Não apenas ele, mas também e principalmente o estudo do teor putrefaz das referências indicadas pelo parlamentar em sua preleção. Estudo esse que não podemos nos dar ao desfrute de desdenhar. Não mesmo. De jeito maneira.
 

(vii)
APEGAR-SE A UMA IDEOLOGIA, recorrer a qualquer uma, pra tentar dar algum sentido tosco para uma vida vivida sem nenhum propósito que valha é coisa pra jacu.

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Sobre o Autor

Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, escrevinhador por não ter mais o que fazer e bebedor de café resoluto.