17/02/2017 11:53:00

DAS REFLEXÕES...
Orar para não ser um gostosão intelectual



GOSTOSÃO INTELECTUAL

Um dos muitos sinais da demência nacional é a incapacidade manifesta por certos indivíduos, e por determinados grupos de fulanos, de distinguir um debate sério dum reles bate-boca.

Essas pobres almas encontram-se tão incapacitadas que não percebem a sua indefectível intenção maliciosa de querer vencer, convencer, ou simplesmente se impor sobre o outro sem o menor pudor frente à verdade dos fatos e diante da majestade de sua própria consciência sumamente ignorada.

Para eles, a verdade é um luxo que não podem ousar reconhecer e acatar.

Pois é, e onde não há um mínimo de sinceridade, um pingo de amor pela verdade, não à menor possibilidade de diálogo e, se não há diálogo, o debate inexiste; onde a malícia toma o lugar da sinceridade, e a dissimulação toma as vestes da realidade, o bate-boca sem valor abunda juntamente com a total falta de bom senso.

E como esse troço, essa ignorância difusa e vaidosa, abunda em nossas terras, não são poucos os que gastam suas toscas vidas fazendo pose de gostosão intelectual. E é claro que o gostosão intelectual sempre é o outro, não é mesmo?

BOBAGENS

Não costumo rir. Não tenho o hábito de gracejar à toa. Na verdade, poucas vazes o gargalhar toma o leme das linhas da minha face. Todavia, vale lembrar: isso não quer dizer que eu seja um sujeito mal humorado não. Muito menos um azedo. Longe disso! Apenas procuro não agir - na medida de minhas forças, que não são muitas – feito um idiota que pateticamente ri de qualquer coisa, fazendo pose duma superioridade inexistente. A esse ridículo não me entrego não. De jeito maneira.

ESTUDAR E ORAR

Uma hora de estudos equivale à uma hora de oração. Assim nos ensina São Josémaria Escrivá. Estudar, orar e trabalhar são recomendações a muito conhecidas pela cristandade, recomendações essas que nos foram dadas por São Bento de Núncia.

Ambas são indispensáveis para todos e não adianta fazer beicinho.

A sociedade contemporânea oferece a todos nós, diuturnamente, inúmeras ocasiões de ócio devidamente preenchido com toda ordem de futilidades. A variedade é grande e os convites para entregarmo-nos a elas são por demais tentadores.

Por isso mesmo, orar, laborar e estudar não é apenas uma via para nos autodisciplinar. Mais que isso, tal regra é um escudo de defesa contra as insídias vulgares que nos são atiradas pela grande mídia e pelos círculos de convivência.

E, enfim, uma hora de estudo diário, recolhido no silêncio de nosso interior, seja no ermo duma praça, na inquietação duma estação rodoviária, no marasmo dum ônibus, no tumulto duma recepção, ou mesmo que seja uma hora de estudos diário realizada de maneira fragmentária, é um doce refúgio para alma humana que vive atarantada no agonizante mundo moderno.

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Sobre o Autor

Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, escrevinhador por não ter mais o que fazer e bebedor de café resoluto.