19/05/2017 09:16:00

VIOLÊNCIA
Por ciúmes e vingança, mulher é espancada e tem cabelo raspado
Ela precisou de atendimento médico e foi encaminhada à UPA do Batel


Mulher ferida foi encaminhada à UPA do Batel (Foto: Arquivo/RSN)


Da Redação

Guarapuava - Uma mulher foi espancada e teve o cabelo raspado na noite dessa quinta feira (18) no Jardim das Américas, em Guarapuava. A motivação para os atos de violência foi ciúmes e vingança.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 23h20 para comparecer à UPA do Batel, onde a mulher deu entrada para atendimento médico. Ela contou aos policiais que é casada e que estava trocando mensagens com um homem, também casado. Nessa quinta (18), o marido dela teria descoberto a troca de mensagens e montou um “esquema” para se vingar dela. Para auxiliar na vingança, ele contou com a participação da esposa do homem com quem ela trocou as mensagens.

De acordo com ela, por volta das 18h30, o seu marido a buscou no emprego e disse a ela que iriam a uma residência comprar perfumes. Porém, ao chegarem ao local, a mulher que os atendeu trancou a porta e, com a ajuda de uma irmã, iniciaram uma serie de agressões físicas e psicológicas na vítima. Também a obrigaram a raspar o cabelo com uma máquina. As agressões duraram cerca de duas horas e, segundo ela, em todo momento ela tentava fugir da residência, mas as agressoras e seu marido não deixavam, dizendo que estava armado e que iria matá-la se resolvesse ir à polícia.

Ainda segundo o relato dela à PM, foram tiradas fotos e postadas em um grupo de amigos do aplicativo de mensagens WhatsApp, denegrindo sua imagem.

Os policiais foram até a residência das agressoras, no Jardim das Américas. Elas foram localizadas e encaminhadas até a 14ª SDP. O marido da vítima não foi localizado.

Conforme o Boletim da Polícia Militar, na Delegacia, o delegado de plantão orientou que a situação não configuraria crime de cárcere privado, tortura ou qualquer outro crime que pudesse enquadrar as autoras em flagrante, que somente seria uma situação de lesão corporal. Como a vítima encontrava-se em observação na UPA e não poderia estar presente no Cartório do Termo Circunstanciado, as agressoras foram liberadas na 14ª SDP. A mulher agredida foi orientada a comparecer na Delegacia da Mulher, para dar continuidade no processo.

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