20/04/2017 16:15:00

REDE SOLIDARIEDADE
Alunos da UTFPR desenvolvem prótese para menina do ES
Manuela não possui o antebraço esquerdo. Impressão da prótese foi em 3D


Manu com a prótese recebida (Foto: Assessoria)


Da Redação

Guarapuava – A menina Manuela Bello, a Manu, mora em Vitória.  Apesar dos 1.559 quilômetros de distância que separam Guarapuava da capital do Espírito Santo, a menina está sendo beneficiada pelo espírito solidário de alunos da Universidade Tecnológica Federal (UTFPR), campus de Guarapuava.

Sem o antebraço esquerdo, Manu possuía limitações físicas em muitas tarefas diárias, por mais simples que fossem.

Mas agora a prótese desenvolvida e confeccionada pelos acadêmicos André Luis de Abreu, Fernanda Virtuozo e Leonardo Janiszevski, comprovam o quanto a tecnologia é capaz de auxiliar e de influenciar na qualidade de vida do ser humano.

Os acadêmicos souberam do problema de Manu no blog Universo Racionalista, onde o administrador é amigo do Leonardo. A equipe se comprometeu com a causa e começou a pesquisar modelos. Os primeiros não deram certo. Surgiram problemas com a resistência e características técnicas na impressão. Então finalmente, após várias tentativas, o grupo encontrou o modelo RIT ARM, que correspondeu às expectativas.

A prótese foi desenvolvida na Anatolab, empresa incubada no Hotel Tecnológico do Campus Guarapuava, feita em impressora 3D. De acordo com Antony Luiggi Egiert,  assessor de comunicação da UTFPR, campus de Guarapuava,  a equipe recebeu auxílio do  Laboratório de Ideias (LAB), da Prefeitura de Guarapuava, administrado pelo Andy Troc, para resolver problemas que a prótese estava apresentando.

Segundo Antony, a prótese foi baseada na RIT ARM da ENABLING THE FUTURE, com os modelos disponibilizados para quem quer utilizar e aprimorar o design para ajudar outras pessoas.

O processo de desenvolvimento levou alguns meses, passando por várias tentativas e aprimoramentos. “Mas graças a dedicação dos acadêmicos, e o auxílio do LAB tudo foi possível.

DESAFIOS

Uma das dificuldades enfrentadas pela equipe foi com os fios que possibilitam o movimento. “Foi aí que entrou o LAB. Com a experiência que tem no assunto o Andy indicou o fio de nylon adequado para o uso na prótese.

Segundo a equipe, para a impressão foram utilizados filamentos de PLA específicos para a impressora 3D, indicados para peças que necessitam de uma resistência maior.

Depois disso foi só fazer o acabamento e enviar a encomenda para a Manu, entregue nesta semana.

Segundo Antony, num primeiro momento, a menina  está tendo dificuldades em manusear a prótese por conta do peso de pouco mais de um quilo. “Isto se deve principalmente ao fato de que geralmente o braço é mais fraco que o normal, e a equipe espera que com acompanhamento de um fisioterapeuta a Manu vai se adaptar com o tempo”.

 

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