23/02/2017 16:00:00

REFLEXÕES
Todo jaguara será perdoado



ASSEMBLEIA DE INCONSCIENTES

Discutir, trocar umas ideias, é bom? Nem sempre. Tudo depende da intenção que nos motiva a entrar numa discussão e com quem iremos realizar o brique.

Se você for uma pessoa razoavelmente séria, e se seu contendor também for, com toda certeza, a proza será bem proveitosa para ambas as partes. Se ambos querem conhecer, partilhar o que sabem, e estão mergulhados nesse intento com uma profunda sinceridade, bons frutos poderão ser colhidos.

Entretanto, como ocorre na maioria dos casos, se um dos interlocutores for um embromador de carteirinha que apenas está preocupado com a sua pose postiça de sabido, abandone de imediato porque, sinceramente, será apenas uma perda de tempo a mais em sua vida.

Enfim, não caia nessa esparrela de discutir por esporte. Esse negócio de querer discutir tudo, o tempo todo, com qualquer um não passa dum impulso vaidoso boboca que apenas emburrece. Detalhe: com o tempo, não haverá trejeitos de sabidão afetado que disfarcem a decadência adquirida com essa prática vil. Ponto.

EU NÃO PRESTO... SEI DISSO

O Papa Francisco, recentemente, numa de suas mensagens aos fiéis, e a todos aqueles que estiverem disposto a ouvi-lo, disse: “Senhor, dai-nos a graça de nos sentirmos pecadores”.

Sentir se culpado é uma das grandes dádivas que nos foram dadas pelos céus. Reconhecer-se maculado pelo pecado é admitir as acusações auferidas pela nossa consciência, onde o olhar de Deus nos lembra de nossa pequenez, apesar de, muitas vezes, crermos tolamente que somos criatura impolutas e autossuficientes.

Uma pessoa que não se sente culpada, que almeja um dia viver sem culpa alguma, não mais é um ser humano. É apenas uma besta vulgar que imagina que tudo o que há em seu entorno existe para sua satisfação.

Por isso, repitamos com o Santo Padre: “Senhor, dai-nos a graça de nos sentirmos pecadores” para, deste modo, elevarmo-nos em espírito e verdade e realizarmos dignamente nossa humanidade, porque sem arrependimento não há conversão.

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Sobre o Autor

Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, escrevinhador por não ter mais o que fazer e bebedor de café resoluto.