25/02/2017 10:31:00
"Bata na cabeça que não deixa marca"



Demorei pra escrever sobre este assunto porque é algo que desperta muitas interpretações.

Vi e revi um vídeo que está circulando pelas redes sociais, onde um adolescente foi flagrado por populares enquanto tentava furtar uma motocicleta em Prudentópolis.

Ele foi contido e, enquanto a polícia não chegava, um pequeno tumulto se formou ao redor dele.

Aumentando o volume enquanto se assiste o vídeo, dá pra ouvir os xingamentos e, pasmem, algum "entendido" em agressões incentivando que as pessoas agredissem o menor na cabeça. Aos gritos, ouve-se: "Bata na cabeça que não fica marca". Ao mesmo tempo em que grita, o incentivador chuta a cabeça do menor várias vezes, como se tentasse provar que "bater na cabeça não deixa marcas".

Muito bem. O menor errou. O menor foi flagrado. O menor foi contido até que as autoridades chegassem ao local.

O que despertou a fúria das pessoas que ali estavam? Porque a necessidade do ser humano em agredir, bater, xingar, insultar? 

Enfim, as conclusões podem ser muitas, mas nada, absolutamente nada, justifica as agressões. Somos todos frutos do meio em que vivemos.

E o povo? Bom, o povo... aprendeu que bater na cabeça não deixa marca.
 

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Sobre o Autor

Rogério Thomas, jornalista, pós graduado em Ciências Políticas.
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