27/03/2017 14:13:00

REFLEXÕES
O mais puro xucrismo




(i)

Uma cena muito comum que temos de testemunhar quase que diariamente é a de vermos a gurizada, estando ouvindo um tedioso e repetitivo sermão proferido por um adulto - seja esse adulto seu pai ou um professor - dizer que eles já estão cansados pra caramba de ter que ficar ouvindo aquela lengalenga toda. Triste isso.

Pois é, porém, sem querer ser chato, mas já o sendo, como de costume, de minha parte, diria o seguinte para esse tipo de fedelho: me diga uma coisa seu moleque mimado e presunçoso: quando você irá se cansar de continuar fazendo as mesmas bobagens de sempre e começar a criar vergonha da cara? Quando?

Lembre-se: errar é inerente a condição humana, mas persistir no erro achando isso a coisa mais linda do mundo é estupidez da brava. Só isso e olhe lá.

(ii)

A “valentia” de certos jovens e adolescentes que afrontam pais e professores só se justifica pelo seu desfibramento estupidificante estimulada pelos valores degradantes da sociedade contemporânea.

Isso mesmo! Todo esse papinho de revoltado - com ou sem causa - não passa de cobardia da brava. É isso mesmo, pusilanimidade.

Esses ranhentos que afrontam pais e mestres fazem isso só porque sabem que essas pessoas não irão revidar os insultos e/ou agressões - nem de modo proporcional e muito menos de maneira avassaladora as provocações deles. Só por isso.

E, tanto o é assim que, quando vemos os mesmos valentões entre os seus, esses mostram a sua verdadeira face.

Eles aturam as mais vis humilhações impingidas pelos seus semelhantes de modo silente e com aquele sorrisinho amarelo e sem graça estampado no rosto ao lado das espinhas, porque sabem que seus iguais não são como os seus professores e muito menos com os seus pais e, por isso mesmo, se eles ratearem frente aos ultrajes, os amiguinhos irão, sim, revidar.

Enfim, enganem-se e se auto-enganem o quanto quiserem, mas é isso que são todos esses jovens metidos e revoltadinhos: somente alminhas covardes e podres de mimadas. Só isso e olhe lá.
 

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Sobre o Autor

Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, escrevinhador por não ter mais o que fazer e bebedor de café resoluto.