27/06/2017 11:33:00
O ódio está cada vez mais presente nas redes sociais



A globalização e a internet, juntas, possibilitam que muitos se expressem quase livremente. Porém, por não aceitarem que outros pensem diferente, muitos confundem dar opinião com espalhar ódio. Isso é, usam do direito à liberdade de expressão para discriminarem alguém pela orientação sexual, opção político-ideológica, etnia, entre outros. É muito comum. nas redes sociais, pessoas dizendo que “bandido bom é bandido morto”, que “foi estuprada porque merecia”, que “gays são promíscuos”, sempre reforçando falsos estereótipos e lamentáveis alusões à violência.

Porém, apesar de discursos de ódio não ferirem fisicamente, agridem psicologicamente. Ainda, muitos desses discursos são apenas reflexo do ódio que ainda prevalece na maioria das pessoas. Atentados, ataques e violência são consequências de toda uma forma de pensar baseada no ódio ao diferente.

É bom lembrar que utilizar a liberdade de expressão, direito fundamental previsto pelo artigo 5º da Constituição Federal de 1988, para ofender a dignidade de alguém é crime, já que a dignidade da pessoa humana é também outro direito previsto na legislação. Em plena globalização, que permite que todos tenham informação de todos os cantos do planeta, a falta de bom senso e a ignorância acabam ironicamente pesando mais.

É trágico ter de pedir às pessoas para se colocarem no lugar das outras, para não espalharem ódio. Enquanto uma pessoa não imagina o estrago que um discurso de ódio causa, os atentados continuam, a violência doméstica acontece, o diferente morre.

Vamos mais lá! Mais amor, menos ódio!

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Sobre o Autor

Rogério Thomas, jornalista, pós graduado em Ciências Políticas.
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