31/08/2017 15:22:00
R$ 1,99, R$ 3,66, R$ 9,87 – Tão de brincadeira?
Porque os preços não são arredondados para 5 e 10 centavos?


(Foto: reprodução)


Ontem à noite rolando pelo chão do quarto do meu filho, em meio à bagunça divertida, encontramos um antigo porquinho. Mas daqueles bem antigos mesmo (tinha marcas de faca na entrada de moedas, dos dias que devo ter me apertado na faculdade). E dentro do porquinho, umas 40 moedas de um centavo. Isso mesmo, um centavo, aquelas que já saíram de circulação.

Isso me fez lembrar o quanto o brasileiro (eu, você, nós) é (somos) sacaneado(s)!

É uma conta simples. Uma rápida volta pela cidade e você vê dezenas, centenas de promoções com os valores quebrados (R$ 1,99, R$ 3,56, R$ 999,99). Um estrategista vai dizer que é para atrair os consumidores. Eu, que não sou estrategista, vou dizer que é sacanagem com os brasileiros.

As moedas de um centavo foram retiradas de circulação porque, segundo a Casa da Moeda, cada uma custa 25 centavos para ser fabricada. Logo, as de 5 e 10 também estão com os dias contados. Ou seja, aqueles valores quebrados são, em via de regra, arredondados para cima. E de centavo em centavo as empresas vão aumentando os lucros, às custas dos nossos centavos.

Porque os preços não são arredondados para 5 e 10 centavos? Afinal, só temos moedas de 5, 10, 25 e 50 centavos e de um real. Então parem de sacanagem com o tal de um centavo e arredondem os valores!

No final da história, ontem à noite, as moedinhas de um centavo fizeram meu filho se sentir rico por alguns instantes.

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Sobre o Autor

Rogério Thomas, jornalista, pós graduado em Ciências Políticas.
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