A Cesar o que é de Cesar

A Cesar o que é de Cesar

Cesar Filho, prefeito de Guarapuava (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

O prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho, tomou uma decisão política mostrando que continua firma para encarar mais um desafio. Afinal, trocar o PPS – um partido consolidado – pelo Podemos – é estar disposto a ‘arregaçar as mangas’ e trabalhar.

Entretanto, tempo é o que não vai faltar para Cesar Filho. Às vésperas de terminar o segundo mandato consecutivo como prefeito de Guarapuava, após passar o ‘bastão’ para o seu sucessor, ele ficará liberado para correr este ‘Paranazão’ de meu Deus. Porém, é claro que as os ‘alinhavos’ já devem ter começado. Afinal, Cesar Filho não é homem de ‘dormir no ponto’. Decidido, traça uma meta e segue em frente. Foi assim quando entrou na política partidária. Aliás, não foi à toa que morou em Brasília e assessorou Roberto Freire, ex-MDB/PMDB, ex-PCB e fundador do extinto PPS.

Após ter passado por essa ‘escola política’, tomou a frente da campanha do seu pai, o falecido Cezar Silvestri na campanha em que foi candidato a prefeito contra Fernando Ribas Carli. Porém, Cezar, o pai, infartou, voltou à campanha, mas não se elegeu. Mas o destino quis dar a Cesar o que era de Cesar. E anos depois Cesar Filho foi eleito prefeito de Guarapuava, após ter saído da primeira campanha com menos votos em relação ao primeiro colocado.

GANHO POLÍTICO

Em 2008, embora tenha perdido para o veterano Fernando Carli, a estreia de Cesar Filho, então com 27 anos,  teve como saldo um rescaldo político que poucos tem. Foram 34 mil votos, mas não suficiente para ‘derrubar’ a reeleição de Carli. Porém, dois anos depois foi eleito o deputado estadual mais votado em Guarapuava. E em 2012, saiu vitorioso nas eleições municipais com 51.425 votos contra 30.150 do segundo colocado. E em 2016, foi reeleito com 60% dos votos.

Assim, a sua inserção na política nacional lhe valeu a vice-presidência da Federação Nacional de Prefeitos para Concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). E agora, quando todos apostavam que ele poderia integrar a equipe do governador Ratinho Júnior no Governo do Estado, Cesar Filho surpreende. Deixa o partido de sua origem política e vai alçar voos mais altos.

Contudo, para isso, vai precisar formatar um partido que nasceu de cima para baixo, elegendo senadores. Mas precisa de deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores. Quiçá, o governador e a presidência do país. Afinal, o Podemos, foi criado para viabilizar a candidatura de Alvaro Dias à Presidência em 2018. Hoje está com 12 senadores, já que Flavio Arns anunciará a sua filiação nos próximos dias. Portanto, é a segunda maior bancada no Senado Federal perdendo apenas para o MDB, com 13.

Mesmo assim, como todo esse ‘know-how’ em Brasília, vai precisar construir a base, as paredes, os pilares que darão sustentação ao telhado que já está pronto. Mas ele já traçou a sua meta. Quer dar uma nova cara ao Podemos, atraindo lideranças jovens. Assim, na ‘vibe’ do governador Ratinho Júnior. Assim como ele próprio.

Bem, a missão não nos parece nada fácil. Mas de articulação, de poder de agregar, Cesar Filho pode conhecer muito bem. Aliás, já demonstrou essa habilidade. E vocacionado para o legislativo, como mostrou também ser, o caminho de Brasília pode estar se abrindo à sua frente. Mas é preciso correr. Afinal, só tem pouco mais de dois anos para percorrer numa luta que se mostra nada fácil. Então, que venha o desafio.

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