A corrida sai às ruas

A campanha eleitoral colocará, a partir desta quinta (16), o bloco dos candidatos nas ruas. Na esfera federal, enquanto se aguarda a decisão sobre a inelegibilidade ou não, do ex-presidente Lula, o PT já prepara a dupla Fernando Haddad x Manuela D´Ávila. Se Lula vier, o que é pouco provável, Haddad volta para a posição de vice. Enquanto isso, pelos números da pesquisa revelada nesta quarta (15), o truculento Bolsonaro desponta, para aplausos de uns, mas para o temor de grande parte dos brasileiros.

No Paraná, os números também desta quarta colocam Ratinho Júnior na dianteira. Até aí, nenhuma novidade já que o deputado – hoje licenciado – sempre liderou as intenções de voto do paranaense. São 45% com a migração de parte do eleitorado que votaria em Osmar Dias (PDT). Em segundo, num salto já previsto, está a governadora Cida Borghetti (PP), com 20,2%. Porém, se a turma do Governo comemora esse crescimento, nas hostes de Ratinho Júnior a aposta é de que os números de Cida e de João Arruda, que surge com 7,1%, foram “turbinados”. A pesquisa leva a assinatura da IRG Pesquisas, sob o pedido do Bem Paraná.

Pelo sim e pelo não, o fato é que a eleição majoritária no Paraná, ficará polarizada entre Cida e Ratinho Júnior, num emaranhado provocado pela desistência do pedetista Osmar Dias, que até então figurava sempre em segundo lugar.

Pelas contas dos percentuais, Ratinho Júnior ainda venceria no primeiro turno, caso as eleições fossem hoje. Na somatória de todos, com exceção dele, são 37,3% contra os 45%. Mas não se pode descartar o índice de João Arruda que também cresceu e que está a poucas semanas no páreo.

Dr. Rosinha, professor Jorge Bernardi e os demais candidatos, correm em busca da confiança do eleitor. Porém, a ausência em debates, recursos financeiros reduzidos e o pouco tempo no horário da propaganda gratuita no rádio e na tevê, os deixam em desvantagem em relação aos demais.

Mas o fato é que nada está decidido, por ora. A mesma pesquisa mostra que 78,6% dos consultados ainda não sabem em que irão votar.

Reside aí o desafio aos candidatos, que é convencer essa parcela que as suas propostas serão as melhores para o Paraná. Uma tarefa que não será nada fácil, perante um eleitor apático, desmotivado e, principalmente, com aversão à política e aos políticos.

 

 

 

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