A crise no MDB

A tentativa de dissolução do diretório estadual do MDB no Paraná ganha novo capítulo. O deputado Hermes Frangão Parcianello divulgou nota condenando essa tentativa, que é de enfraquecer o senador Roberto Requião, atual presidente, foi oficializada ao presidente nacional do partido o senador Romero Jucá.  “Para Frangão, essa iniciativa de uma das correntes emedebistas é “oportunista, covarde e desarrozoado”. Segundo Frangão, é oportunista porque tenta restringir apenas ao Paraná o malogro eleitoral do MDB em 2018 em nível nacional”.  Requião apoiou o PT, portanto, foi contra a onda bolsonarista, o que, não avaliação de muitos, o fez cair da posição de favorito para uma votação que não foi suficiente para reelegê-lo, causando um “murro na boca do estômago” dos medebistas. Na avaliação de Frangão, porém, o quadro é o seguinte: “Para a análise dos companheiros, faço abaixo um quadro comparativo do desempenho de nosso partido nas eleições de 2010, 2014 e 2018. O nosso declínio eleitoral não é de agora. Vejam.

Em 2010, elegemos 79 deputados federais; 2014, redução para 66; e apenas 34, nas eleições deste ano; em 2010, elegemos, no país todo 147 deputados estaduais; 142, em 2014; e 93, neste ano de 2018; em 2010, elegemos 16 senadores; 12, em 2014; e apenas 7, em, 2018; em 2010, elegemos cinco governadores; sete em 2014; e apenas três, em 2018”. Porém, o deputado Sérgio Souza, é um das lideranças que atribuiu a Requião o enfraquecimento do partido no Estado.

Mas os motivos da dissidência composta por prefeitos e lideranças históricas do partido, tem um motivo a mais, que é a oxigenação do partido, principalmente, na liderança estadual. E para isso pedem a intervenção e, consequentemente, o afastamento de Requião da presidência do MDB.

Bem, por enquanto, três postulam a sucessão requianista: os deputados João Arruda e Sérgio Souza e o secretário do MDB no Paraná – ligado diretamente a Requião – Sergio Ricci.

Se antecipando a alguma coisa que por ventura vier a acontecer, Requião, que é “raposa velha”, chamou eleições para o dia 15 de dezembro.

A CARTA

Circula, de forma um tanto quanto clandestina, para a adesão dos companheiros, um pedido de dissolução do Diretório Estadual do MDB do Paraná, dirigido ao Presidente do Diretório Nacional Senador Romero Jucá.

Não há como classificar essa solicitação a não ser como oportunista, covarde e desarrozoada.

É oportunista porque tenta restringir apenas ao Paraná o malogro eleitoral do MDB em 2018 em nível nacional. Para a análise dos companheiros, faço abaixo um quadro comparativo do desempenho de nosso partido nas eleições de 2010, 2014 e 2018. O nosso declínio eleitoral não é de agora. Vejam.

Em 2010, elegemos 79 deputados federais; 2014, redução para 66; e apenas 34, nas eleições deste ano; em 2010, elegemos, no país todo 147 deputados estaduais; 142, em 2014; e 93, neste ano de 2018; em 2010, elegemos 16 senadores; 12, em 2014; e apenas 7, em, 2018; em 2010, elegemos cinco governadores; sete em 2014; e apenas três, em 2018.

Quer dizer, a redução do número de representantes do partido, no Legislativo e no Executivo, vem acontecendo de ano a ano e acentuou-se nas eleições de 2018.

É daí? A solução é pedir a destituição do presidente do partido, Senador Romero Jucá e de toda a Executiva Nacional? Ou, ao invés disso, devemos chamar o MDB ao debate, à reflexão, à unidade diante da adversidade para, na sequência, retomar sua história vitoriosa e sua tradição de partido dos brasileiros?

Companheiros, indigitar responsabilidades pelo desempenho do MDB nas últimas eleições apenas ao Senador Roberto Requião não leva a nada a não ser à divisão, ao conflito, à mesquinharia das pequenas vinganças e do ressentimento.

É não é digno voltar -se dessa forma sub-reptícia, ardilosa, com a mão do gato contra uma das maiores lideranças nacionais da história do MDB. Deputado Estadual, Prefeito de Curitiba, três vezes Governador do Paraná, duas vezes Senador da República, o companheiro Roberto Requião merece respeito. É legítimo discordar dele. Eu também discordo, principalmente desta “aproximação” com o PT, que reputo ter sido um equívoco, embora apoiou o Ciro Gomes do PDT e não o Haddad. Deveria ter apoiado o Meirelles? Sim. Mas qual o emedebista no Paraná e no Brasil apoiou o Meirelles? É possível. Eu apoiei, produzi materiais com ele e votei. Agora, meus irmãos emedebistas, não é próprio de homens, é muito menos de companheiros de partido, torpedear um líder como Requião à sorrelfa, desreipeitosamente, covardemente.

Se há uma corrente que almeja – e isso é legítimo – a conquista do Diretório Estadual do MDB do Paraná, que forme uma chapa, que proteste, que legitime o debate e que dispute-o. Jogar por detrás do toco cascas de banana no caminho dos companheiros é comportamento mesquinho de quintas-colunas, de covardes.

Hermes Frangão Parcianello
Brasília, 04 de dezembro de 2018
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