A escolha de Osmar

Osmar Dias e Ricardo Barros (Foto montagem: RSN)

A mudança no cenário político paranaense com a desistência da aliança entre o PDT, de Osmar Dias, e o MDB, de Roberto Requião, levanta conjecturas por parte de analistas de plantão. Há quem diga que a atitude tomada por Osmar, após “cozinhar” o MDB em “banho-maria”  por um bom tempo, teria como “pano de fundo” um possível acordo com Ricardo Barros, articulador político da campanha da governadora Cida Borghetti (PP) à reeleição. Se o pedetista precisa de recursos financeiros para a campanha, Ricardo necessita arrebanhar forças para o seu grupo político e levá-lo ao segundo turno, mesmo que seja com Osmar. O pedetista está no páreo na corrida eleitoral atrás apenas de Ratinho Júnior. Já, a governadora, embora surja com dois dígitos, precisa crescer muito para ocupar o segundo lugar nas pesquisas de intenções de votos.

O que Ricardo Barros precisa é ter condições de, no caso, Cida não retornar ao Palácio Iguaçu no cargo majoritário, poder negociar cargos, principalmente, no primeiro escalão e não ficar de fora do poder político paranaense quer será instituído após o dia 1º de janeiro de 2019.

Mas o que não se pode esquecer também é a troca que Osmar Dias fez com essa decisão de abrir mão da aliança com o MDB e, realmente, se aliar a Barros. Ou seja, sai do reduto “requianista”, que apoia o PT, e do qual ocupou diretoria no Banco do Brasil, para teoricamente cair nos braços de Michel Temer ao se aliar a Ricardo Barros, que foi um dos principais ministros do atual governo federal. Ao pedetista, portanto, cabe o desafio de provar ao eleitor que nada disso tem razão de ser.

 

 

Comentários

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com