A Hudson o que é de Hudson!

Hudson José (Foto: ANPr)

Conheci o Hudson José, ex-secretário de Comunicação do Governo do Paraná, bem antes da campanha política de 2018. Me foi referendado pelo então deputado Carlos Massa Ratinho Junior, como uma fonte de notícias do seu mandato. Assim, desde o primeiro contato telefônico nos tornamos próximos, apesar da distância, e que se estreitou durante a campanha.

Entretanto, só fomos nos conhecer pessoalmente, muito tempo depois. Porém, mesmo à distância, Hudson se revelou um profissional competente, sensato, com discernimento, e de ‘fino trato’. Nas conversas técnicas que tínhamos sempre foi pautado por visão e discernimento. Entendo que conhecimentos, habilidades e atitudes são os três eixos que compõem as competências de uma pessoa. E isso Hudson tem e de sobra.

Tanto é que após a eleição de Ratinho Junior como governador do Paraná, não havia dúvida de que ele seria o profissional ideal para comandar a Comunicação. E essa função lhe foi legada e ganhando de ‘quebra’ a pasta da cultura junto. Assim, com esse ‘know-how’, a simplicidade que Hudson sempre demonstrou ter, omitiu a sua carreira profissional. Fui buscar essa trajetória pesquisando.

Soube pelo blog do jornalista Aroldo Murá. Vi que ele, Hudson trabalhou em grandes jornais como a Gazeta Mercantil, atuou no extinto Indústria e Comércio e na Folha de Londrina.

Trabalhou no marketing da Unimed Paraná, no Grupo Marista, no segundo mandato do ex-governador Jaime Lerner, foi porta-voz da rede Madero. Atuou ainda na PUC, na rede de supermercados Sonae. Foi também chefe de Comunicação na Assembleia Legislativa do Paraná e, por último, antes de entrar na política, na Fundação Evangelizar liderada pelo padre Reginaldo Manzotti. Depois coordenou a comunicação na campanha de Ratinho Junior.

Profissional ético, seguro e de uma retidão implacável, os nossos contatos pessoais foram poucos, mas eram extremamente técnicos, profissionais e produtivos. Confesso que aprendi muito com ele. Aliás, como empresária do setor sempre busquei um bom relacionamento também em todas as esferas de governo. Assim foi com o ex-secretário de Comunicação Marcelo Cattani e os demais que passaram pela comunicação do Estado nos últimos anos. Incrível, só encontrei dificuldades nos governos do PT, na esfera nacional. Mas são águas passadas.

Porém, agora, confesso que me surpreendi com as notícias bem antecipadas da saída de Hudson na SECC. E assim como tinha acontecido com Cattani, é claro que fui direto à fonte para saber com certeza. Mas Hudson nunca quis ‘furar’ o governador, sempre pediu para esperar. Ele sempre me disse que a gratidão é o sentimento que sempre nutriu pelo “Junior”, como ele tratava o hoje governador no período de campanha.

Porém, entendo que os ciclos se fecham. Que a mudança de roteiro nos projetos é uma prática comum que muda de acordo com as intenções políticas. E o governador não é sozinho. Existe um núcleo político que o envolve. Acho até que o Hudson já fez parte ao lado de Norberto Ortigara, Guto Silva, Reinhold Stephanes.

E assim, embora Hudson tenha cumprido o seu papel dentro das normas de retidão, de justiça, de honestidade para com o dinheiro público, é impossível agradar a ‘gregos e troianos’. Afinal, cada um tem um ponto de vista. E quebrar um círculo, mudar uma cultura é uma missão difícil, árdua, sem consenso.

Se ele fez desafetos? Com certeza sim. Quem costuma ler os blogueiros de Curitiba, percebe que há um que não mede comentários ferinos quando se refere ao ex-secretário de Comunicação. Razão para isso? Não sei. Todavia, enfim, o seu prazo de validade como secretário nesse governo acabou. Mas a ele será delegada outra atribuição, outra responsabilidade não menos importante, agora na Sanepar.

UM HOMEM DE FÉ

Governador Ratinho Junior e João Debiasi (Foto: ANPr)

Em seu lugar chegou João Evaristo Debiasi. Um jornalista não menos experiente do que o seu antecessor. Traz na bagagem a experiência de ter sido secretário de Comunicação do governador Raimundo Colombo em Santa Catarina. Ainda não o conheço pessoalmente. Entretanto, as referências que tenho é que se trata de um profissional que, segundo Aroldo Murá, não costuma’ brincar em serviço’.

Sensato, ponderado, religioso, postulante de uma linha conservadora, comprometido com a equipe para quem trabalha, Debiasi, é de uma capacidade política incontestável. Assim diz quem o conhece bem. Pelo seu pronunciamento à Agência Estadual de Notícias, ele promete imprimir um viés mais focado na comunicação, com visibilidade para os avanços que o atual governo está somando.

Bom, quanto a cultura? Ainda não sei. Mas o que espero é que o novo secretário saiba reconhecer a importância dos veículos regionais de comunicação, mantendo a abertura e o bom diálogo. Bem, quanto ao Hudson creio que ganhei um amigo, um profissional com quem desejo aprender muito mais.

E assim, aos dois, Hudson e Debiasi, como capacidade profissional não lhes falta e nem vontade de encarra novos desafios, a minha intenção é que tenham muita sorte nas novas atribuições. Porque fazer comunicação no meio político não é uma atribuição fácil. Eu sei muito bem disso, mas acho que é justamente isso o que nos atrai.

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