A saída de Osmar!

Após oito anos sem mandato eletivo o ex-senador Osmar Dias volta à cena política com a intenção de governar o Paraná. Não foi a primeira vez: em 2006 e em 2010 também houveram outras tentativas.

No período atual, lutou praticamente sozinho. Nas conversas pessoais que tivemos, a última delas no seu gabinete em Curitiba, falava do plano de que tinha para o Paraná; do pouco recurso que teria para enfrentar a campanha, embora não lhe faltassem propostas de apoiadores, as quais ele sempre dispensou por, de alguma forma, estar fora da lei. Falava também na dificuldade de compor alianças, mas mostrava-se otimista por causa dos números revelados em pesquisas de intenções de votos. Sozinho, percorreu o Paraná, conversando com pessoas, com lideranças.

Homem do agronegócio, porém,  já não tinha o apoio dado em outros tempos. A diretoria de créditos agrícolas que assumiu no Banco do Brasil, durante o governo petista, não lhe creditou a simpatia do setor. Pelo contrário. Empresários rurais se sentiram desprestigiados, segundo conversas mantidas com alguns deles. Essas eram algumas das dificuldades que vinham sendo enfrentadas por Osmar. Chegou a confessar que suas filhas, sua família, questionavam a pré candidatura ao Governo do Paraná. Mas ele tinha em mãos o mapa que detalha, passo a passo, minuciosamente, qual a real situação, em todos os níveis, do Estado. Se confirmada for, a coisa é feia! Aliás, Osmar nunca escondeu isso e tratava do assunto publicamente. Mesmo assim, queria aceitar o desafio. Mas aí vem, o que foi fatal para a candidatura que seria oficializada neste sábado, dia 4. Álvaro Dias, o seu irmão, colocou o ponto final no acordo com o PSC para fortalecer a sua campanha à Presidência da República. Significa que subirá no palanque de Ratinho Júnior (PSD), deixando o irmão de lado. De acordo com informações de fontes ligadas a Osmar, o acordo entre Álvaro e o PSC começou lá em setembro de 2017 e foi tomando forma até ser finalizado nos últimos dias. Numa breve retrospectiva, reside aí a tentativa de Álvaro Dias levar Osmar para o Podemos. Se isso acontecesse, estaria resolvida a situação: Osmar sairia candidato ao Senado, Álvaro à Presidência e a família estaria em paz,s em maiores traumas.

No final, Osmar Dias deixa a candidatura majoritária, mas ainda pode ocupar a vaga para o Senado, ou então, sair de vez da política. Que as próximas horas não tragam as respostas!

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