Aberta a temporada do pula-pula pela janela

Está aberta a janela partidária para vereadores que pretendem a reeleição por outra sigla partidária (Foto: Pixabay)

Em Guarapuava, como já noticiamos, oito vereadores devem buscar outras agremiações. Alguns por divergência ideológica – e aí me pergunto: se não concordava com a linha partidária, por que se filiou? Cá com os ‘meus botões” conheço um que empunhava a bandeira vermelha, quando começou na política, e agora está no outro extremo. Razões para essa mudança tão radical? Deve ter de sobra, conforme as suas convicções.

Outros, entendo que por conveniência. Afinal, com o fim das coligações proporcionais, uma eleição para essa função ficou difícil. Porém, como a janela fica aberta até o dia 3 de abril, muitos deixarão para a última hora. E aqui não é fazendo valer a máxima do brasileiro, mas para melhor analisar os partidos. Ver quem vai para onde. Observar quais são os partidos que oferecem melhores chances de eleição.

E olha que vai ser um tal de se acomoda aqui, pula a janela acolá, que só quem viver, verá. Afinal, os partidos políticos, segundo a Constituição Brasileira, ‘todo o poder emana do povo’, ou seja, é a soberania popular por meio de seus representantes. Porém, se um dia os partidos políticos tinham e mostravam programas de governo, projetos de interesse comum, e o comprometimento de colocar em prática o que foi prometido, como mostra o cientista político Bernard Marin, hoje quase tudo mudou.

Embora as promessas continuem sendo feitas, a maior preocupação nos dias de hoje é a personificação do candidato acima da representação e da defesa dos interesses pelo bem comum. Assim, quem define muito bem essa condição é o sociólogo americano Reinhard Bendix ao dizer que os partidos políticos tem como base o patrimonialismo. Ou seja, quando o governante utiliza a máquina pública para satisfazer interesses particulares.

Bom, o eleitor já tem essa lição na ponta da língua. Por isso, nessa jogada é preciso observar, analisar e, acima de tudo, ter consciência política. Afinal, ter o poder de votar é o mesmo que estar com a mais potente das armas engatilhada e já nas mãos. Pronta para a ação. É só apertar o gatilho nas urnas no dia das eleições. Mas acertar no alvo certo. Sob o risco da ‘bala’ ricochetear e ter que ficar na janela, à toa, reclamando da vida, e ‘vendo a banda passar’.

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