ABERTO OU FECHADO. O QUE ESTÁ EM JOGO?

Chegando próximo de 1º de fevereiro, data da eleição da Mesa Diretora do Senado Federal, ainda resta o suspense se a votação será aberta ou fechada.

O Regimento Interno daquela Casa preconiza que a votação seja secreta. Dura lex, sed lex, ou seja, a lei é dura, mas, é a lei. Devemos, pois, simplesmente cumprir a lei. Fácil seria se uma forma ou outra de votação não mudasse radicalmente o resultado da eleição para presidente do Senado.

O principal candidato (e virtual vencedor) está em cargo político deste 1979 tendo, inclusive, exercido o cargo de Ministro da Justiça do Brasil e de Presidente do Senado por duas vezes. Um olhar menos atento diria que ele possui a experiência e os atributos perfeitos para o posto pleiteado. O problema para nós mortais é que, assim como inúmeros políticos, ele é alvo de vários inquéritos no Supremo Tribunal Federal, tanto na Operação Lava Jato quanto na Zelotes e que, devido à morosidade natural da justiça e dos inúmeros laços que amealhou nestes 39 anos de vida pública ainda não se juntou aos outros condenados políticos que já assistem todo este debate por detrás das grades.

Vários esforços e manifestações têm surgido para que o voto seja aberto. A própria Constituição Federal, nossa lei maior, não especifica que o voto no Senado deva ser secreto. Já teve até liminar de ministro do STF ordenando a eleição dessa maneira. Liminar esta que já foi cassada por outro ministro.

O próprio partido deste tal senhor briga incessantemente para que a eleição seja secreta pois sabe que, se o voto for aberto, cada senador pensará duas vezes antes de declarar abertamente para seu eleitor que decidiu votar em um candidato permeado de suspeições e investigações.

No momento atual em que o país, supostamente, tenta mudar seu status de país corrupto seria necessário um(a) presidente de senado, que também acumula o cargo de presidente do Congresso Nacional, com moral ilibada (se é que existe algum) ou, que pelo menos não fosse réu ou investigado por corrupção ou outro crime qualquer.

Não devemos permitir que as leis sejam violadas, mas, devemos forçar nossos representantes eleitos a mudá-las. O país precisa de transparência. A casa que nos representa e que poderá decidir o nosso futuro caso esse novo governo não seja o que esperamos dele deve ser presidida por alguém com ética, patriotismo e trabalho acima de qualquer suspeita.

Para esse pleito não há tempo de mudar o Regimento do Senado, todavia, podemos inundar as mídias sociais dos políticos manifestando nosso interesse.

É tempo de agir!

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