Ado! Ado! Ado! Ele é o verbo divino encarnado…

Um dos mais gritantes sinais do embrutecimento cabal duma inteligência é quando um sujeito perde o senso das proporções.

Algo que, em meu ver, ilustra isso de modo cristalino, são os casos recentes onde um suposto “artista” chamou Nosso Senhor Jesus Cristo de transexual e doutros termos similares.

Uma pessoa que assim procede, mais do que obviamente está querendo causar um escândalo junto aos fiéis para chamar alguma atenção midiática para sua indefectível pessoinha. Só isso.

E, de fato, ele conseguiu realizar o seu intento.

Também, é mais do óbvio que ele será criticado por uma atitude dessas. Aliás, deve ser criticado, sim senhor. Deve ser duramente criticado por uma razão muitíssimo simples: essa é uma atitude blasfema, um insulto propositado e planejado contra a dignidade de Deus.

Qualquer pessoa que procura minimamente ordenar a sua alma sabe muito bem que Deus está acima de todas as coisas, inclusive e principalmente dos nossos desejos e fantasias sexuais. Aliás, a dignidade da pessoa humana só tem algum sentido se essa ela estiver subordinada a dignidade devida a Deus.

Pois é, essa é uma obviedade, sei disso. Uma obviedade para os simples, não para as pessoas chiques e diplomadas com suas poses artificiosas de gente criticamente crítica.

Isso mesmo. As reações manifestas pelos autoproclamados esclarecidos não demonstra, de modo algum, que eles estejam desconfortáveis frente a ofensa feita contra a dignidade do divino, mas sim, indignados com as declarações feitas contra a pessoinha do blasfemador, tachando todas as pessoas que o criticaram de, é claro, homofóbicos. Atitude essa que indica, claramente, a total perda do senso das proporções. E é gente desse naipe que se apresenta perante todos e, principalmente, diante do espelho, como uma criaturinha linda, fofa e, é claro, acima do bem e do mal.

Sim, qualquer pessoa minimamente religiosa sabe muitíssimo bem que Nosso Senhor manifesta-se através dos pequeninos, dos perseguidos e desvalidos. Sim. Mas esse não era, de jeito algum, o caso do “artista” em questão. Ele não é um perseguido, não é um desvalido, nem pequenino. É um provocador blasfemo, medíocre que, sendo incapaz de fazer algo digno, prestativo e bom, opta pelo escândalo puro e simples para chamar a atenção para a sua nulidade existencial manifesta na forma duma defecção artística.

Atitudes assim, sim senhor, são vergonhosas. Mas, mais vergonhoso que isso é ver essa turba, chique e diplomada, que se autoproclama esclarecida, preferir bajular o mundano com suas imundices, por temerem mortalmente a fofocagem midiática e acadêmica, do que honrar devidamente a Deus, porque fingem amá-Lo. E fingem mal, diga-se de passagem.

Por fim, se você acha que uma blasfêmia ridícula é manifestação artística o problema é seu. Todinho seu. Se você deseja fazer isso, sinta-se a vontade, é um direito que lhe assiste. Só, por gentileza, não queira exigir que os outros achem sua ação excrementícia uma lindeza porque aí, francamente, é querer abusar não apenas do senso das proporções, mas da paciência alheia.

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