Às vezes é preciso perder para poder ganhar

(Imagem: Divulgação/Azul Linhas Aéreas)

É incrível como as pessoas tem o poder de criticar um fato sem um mínimo de avaliação. É criticar pelo simples fato de negativar uma coisa que nem mesmo tem conhecimento.

É a velha máxima de torcer contra, sem se importar, ou melhor, sem discernir que o maior prejudicado pode ser ele mesmo: o autor da crítica.

Aliás, essas iniciativas ganham ressonância na web, pelas redes sociais, que se transformaram em tribunais de execuções.

Um dos casos recentes é o fato de Guarapuava não ter sido incluída na primeira etapa do programa Voe Paraná, lançado nesta quarta (7), pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior.

O fato que impediu que a cidade fosse contemplada com o anúncio é que o aeroporto da cidade está sem autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). E isso porque? Porque o aeroporto está passando por mudanças para contemplar voos da Azul Linhas Aéreas. Afinal, se trata de um linha conectará Guarapuava com o Aeroporto Internacional de Campinas (SP) e dali com o mundo.

Esse processo está moroso? As pessoas estão cansadas de esperar? Tudo isso é verdadeiro. Mas o que vale mais? Aguardar e fazer com que a cidade tenha um dos melhores aeroportos do Paraná, apto a receber aeronaves de grande porte e para qualquer parte do país, ou será que fazer tudo no afogadilho? O que levaria mais tarde ter que desmanchar o que está concluído para adaptar às regras da Anac? E o que falar da mais de uma centena de protocolos exigidos pelo órgão, que vão desde o tamanho das placas indicativas até dos sanitários, passando por exigências altamente técnicas?

Já o voo da Gol exigiria bem menos. Do jeito que o aeroporto estava antes das obras já daria certo para o avião de pequeno porte. Essa aeronave levaria passageiros até o Aeroporto do Bacacheri em Curitiba, num voo com 12 passageiro, apenas.

É claro que essa linha é necessária. Mas no momento não é melhor aguardar a linha até São Paulo e, num segundo, momento, conquistar o voo da Gol? E se a segunda opção acontecesse agora e fizesse bater na trave a linha para o aeroporto internacional de Campinas? São hipóteses que poderiam acontecer.

Por isso, às vezes é melhor apostar no que está projetado, naquilo que está sendo feito, do que arriscar a perder. Ainda mais quando a possibilidade que se apresenta é a de ganhar os dois.

Por isso, críticas são válidas. Desde que sejam com bom senso e não pautadas pelo desejo insano de julgar. Assim como se faz necessário o entendimento de que muitas vezes a força política não se sobrepõe a regras tácitas de órgãos de competência federal. Ainda mais quando o assunto é segurança.

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