Cadê a novidade?

Nenhuma novidade no debate entre os candidatos ao Governo do Paraná, transmitido pela Band na noite dessa quinta feira (16). Sabe aquele ditado que diz que “há males que vem para o bem”? Pois é, a tentativa de “encher a bola”  da governadora Cida Borghetti (PP) com grande parte das perguntas a ela direcionada, e em contrapartida, o esvaziamento da participação de Ratinho Júnior (PSD), acabou beneficiando este. Foram apenas duas perguntas e duas respostas que, para uns, foram evasivas, vazias; já para outros, incisivas.

Cida respondeu sete questões, cujas respostas não convenceram quem assistiu e essa avaliação não é isolada, mas sim, denominador comum entre analistas políticos. O mais requisitado foi o rebelde Ogier Buchi, do PSL, que na “queda de braço” com Jair Bolsonaro (PSL) acabou registrando a candidatura e participando do debate. Foi quem mais perguntas fez à governadora e, em contrapartida, respondeu a oito questionamentos.

João Arruda (MDB) tentou emplacar o discurso de ser a verdadeira oposição, colocando no mesmo espaço, Cida e Ratinho Júnior, ambos da base do ex-governador Beto Richa quem, aliás, foi o mais lembrado durante o programa. Dr. Rosinha do PT e o Professor Piva (PSOL) bateram nessa mesma tecla. Mas Arruda não saiu ileso, ao ser atrelado ao presidente Michel Temer.

A bem da verdade, o eleitor queria ouvir propostas concretas, principalmente, nas áreas da saúde, segurança pública, educação, emprego. Em vez disso, o que se tentou foi desmistificar candidatos, tentando amarrá-lo a este ou aquele. No caso, o ex-governador Beto Richa foi o alvo principal do debate com a sua operação Quadro Negro, o fatídico 29 de abril e o ataque aos professores. Temas como esses ocuparam o espaço que deveria ter sido utilizado para mostrar ao paranaense o que, de fato, se pretende fazer pelo Paraná. O Estado possui atualmente  126 mil pessoas sem emprego há mais de dois anos, como mostra a  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicíilios (Pnad), cujos dados trimestrais foram divulgados ontem (16) pelo IBGE.

Enfim, a campanha está aí e agora caberá ao marketing político ditar a regra no horário da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na tevê, em busca do melhor convencimento. Com a palavra final, o eleitor, que continua em busca de novidades para escolher quem será o merecedor do seu voto.

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