Depois da Copa, o jogo é outro

Urna (Foto: TSE/ Divulgação)

Faltando poucos dias para as convenções que vão homologar as candidaturas às eleições de outubro deste ano, na esfera estadual, as cartas começam a serem embaralhadas. No Paraná, o MDB, de Roberto Requião, que dava como quase certa a aliança com Osmar Dias e tentava emplacar o nome de Eduardo Requião, para compor a majoritária no cargo de vice, acena agora abrir o leque de conversas com outros partidos. Mesmo porque, medebistas de Guarapuava que foram até Requião teriam ouvido dele que estava tudo certo com Osmar Dias e que a dobradinha seria mesmo entre o pedetista e o seu irmão Eduardo. A informação, entretanto, não foi procedente, já que Osmar Dias não confirmou essa intenção e disse que qualquer certeza, mesmo, somente na convenção. O que o pedetista teme é o alto índice de rejeição que vem sendo enfrentado pelo senador.

Fontes diretamente ligadas ao pré-candidato do PDT confessam a esta jornalista que uma possível aliança entre Osmar e Requião seria praticamente inviável, sob o ponto de vista eleitoral. Nessas alturas do campeonato, Osmar Dias prefere não arriscar. Ainda nesta quinta (28), a assessoria do ex-senador, em contato com esta jornalista, manteve o discurso de que qualquer definição, só nas convenções e assegura que Osmar segue dialogando com todos os partidos. A estratégia medebista seria liberar a bancada, desde que se garanta o apoio à reeleição de Requião ao Senado Federal.

Na seara do deputado estadual Ratinho Júnior quem segundo índices crus de pesquisas, polariza as intenções de votos com Osmar Dias, embora siga sempre na dianteira, o clima é de conclusão do plano de governo. O que se avalia é que o Ratinho Júnior tem como vantagem o fato de coletar subsídios com a população há mais de um ano, ação iniciada agora pelo pedetistas. As reuniões que vem acontecendo na pré-campanha tem clima de muita animação e as estratégias buscam consolidar as intenções de votos do paranaense.

Já a governadora Cida Borghetti (PP) que busca a reeleição vem crescendo a cada nova consulta. Com um discurso municipalista, liberando obras e recursos, desburocratizando o governo e percorrendo o Paraná, a primeira mulher a comandar o Estado, corre contra o tempo. Ela precisa ser popularizada perante o eleitorado. Para se ter uma ideia dessa corrida, Cida já assinou 968 convênios, que somam R$ 154,3 milhões em cerca de 60 dias.

Mas apesar desse cenário, a realidade é que o eleitor não se empolga nem mesmo com os jogos da Copa do Mundo, com a seleção brasileira e, muito menos, com as eleições. Mostra disso é a última pesquisa divulgada pelo Instituto Radar, na consulta espontânea, ou seja, sem a indução de qualquer nome. A pesquisa mostra que 83% não sabem em quem votar para governador, já que não opinaram ou não responderam em quem desejam votar e que os números são os seguintes: Ratinho (PSD), surge com 4,7%; Osmar Dias (PDT), 4%: Cida Borghetti (PP), com 2,6 %.

Como se vê, passada a Copa do Mundo os pré-candidatos entrarão em campo e terão muito trabalho para driblar o descontentamento do eleitor, “furar” esse bloqueio e marcar gol.

 

 

 

 

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