Devolvi o ciclo com sangue à terra

Hoje plantei minha lua reconhecendo toda a dor que senti neste ciclo por ser mulher. Devolver o sangue à terra com esta consciência lava também os corações que pulsaram as minhas amadas ancestrais, que precisaram se submeter silenciosamente a todo tipo de repressão física e psicológica, muitas vezes, inconscientemente.

Foi um ciclo muito difícil e desafiador. Um mês intenso demais. Entreguei neste momento – junto com este movimento do meu útero sagrado, a tristeza do luto, a decepção por me deparar com tanta violência, com o machismo velado e escancarado, o preconceito e a falta de empatia rondando bem mais perto do que eu imaginava.

A consciência de saber que passamos por um momento forte de purificação e de potencialização emocional, amplificado mais ainda pelos efeitos do eclipse, tem o preço de ter que olhar bem de frente todas as sombras internas e coletivas.

Assim como entrego o que pretendo me desapegar, aceito que tudo pode se transformar.
Ainda neste ciclo quero oferecer também os meus desejos. O intento de que possamos viver com mais empatia, altruísmo, amorosidade e alegria.

Plantar a lua é me libertar de fantasmas, conhecer o que me enfraquece e alimentar o que me torna mais forte. Alivia, transmuta, dá esperanças. Desejo esse autoconhecimento percorrido passo a passo a todas as mulheres do planeta.

Que a paz reine junto com a lucidez de que todos merecem ser felizes e respeitados.

 

Que assim seja!

 

Beijos,

 

JO

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