DIREITOS HUMANOS VS. DIREITOS DOS MANOS

TENTEMOS, DENTRO DE NOSSAS LIMITAÇÕES, limpar o matagal da confusão maliciosa reinante. Procuremos, ao menos, limpar um cadinho desse campo tomado pelo inço do engano e da cizânia.

 

Dito isso, vamos ao ponto.

 

Uma coisa são os direitos humanos enquanto um patamar civilizacional conquistado através dos séculos; outra, bem diferente, é a instrumentalização da ideia de direitos humanos (nesse caso, direito dos manos, se preferirem) transformando-a, em alguns casos, em uma arma retórica para atacar inimigos políticos/ideológicos e, noutras situações, usando-a como um cavalo de Troia para destruir, de dentro para fora, os alicerces civilizacionais da sociedade Cristã ocidental.

 

Reparem – aliás, qualquer pessoa com um mínimo de bom senso já reparou – que toda vez que os direitos humanos são usados como uma espécie de borduna para desqualificar as forças policiais; ou como um tipo de tacape para desumanizar adversários políticos, que são rotulados de modo infame e injusto; ou como um escudo ideológico para dar guarida a criminosos violentos, cruéis e impiedosos, tratando-os como se fossem uma espécie de vítima inerme da sociedade, afirmando, entre outras coisas, que eles fizeram o que fizeram, e que fazem o que fazem, porque supostamente não tiveram escolha nem oportunidade; ou para defender ditadores sanguinários e diabólicos, fazendo uso dos mais variados subterfúgios retóricos para dizer que eles são, como dizem, símbolos de resistência ao tal do imperialismo; enfim, nesses casos, e em todos os outros que sejam similares, o que está em pauta não é a validade dos Direitos Humanos. Não. Não. E, mais uma vez, não.

 

O que está em xeque nesses casos todos é a legitimidade da instrumentalização vil dos direitos humanos que é feita pelos mais variados matizes políticos, advindos do marxismo cultural, que subvertem o sentido originário dos direitos fundamentais para melhor defender uma agenda ideológica totalitária que avilta sorrateiramente tudo e todos; não, obviamente, para proteger e resguardar a integridade daqueles valores que nos caracteriza como humanos.

 

Resumindo o entrevero: não sermos capazes de perceber a diferença substancial que há entre os Direitos Humanos e os tais direitos dos manos é uma deformidade cognitiva fruto de uma grande desatenção para o cerne da questão ou apenas um pútrido fruto da mais pura malícia ideológica engajada.

 

Por fim, creio eu que não há meio termo para essa questão não. De mais a mais, quem gosta de meio termo são os dissimulados serviçais das trevas. Ponto.

 

(ii)

SOU UM CARA MUITO SOSSEGADO. Sou mesmo. Na verdade sou cínico pra caramba. Um petulante bem desavergonhado.

 

Poucas coisas me tiram do sério. Praticamente ignoro tudo que considero irrelevante e, só pra constar, sou condescendente com pouquíssimas coisas nessa vida.

 

Dentre as coisas que me causam asco e, por isso, me tiram do sério, está a imagem das pessoas supostamente descentes que usam politicamente a morte de alguém e, por participarem duma patifaria dessa monta, julgam-se ou, ao menos, imaginam-se acima do bem e do mal.

 

Bem, pra falar a verdade, sim, esse tipo de gente me causa asco, mas não as levo a sério não. Gente que age assim, desse modo vil, não merece um segundo da seriedade dum sem vergonha como eu. Não mesmo.

Pronto. Acabei. Hora do café.

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site: http://zanela.blogspot.com/

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