Errou o pulo!

Soldado Fruet, deputado (Foto: Alep)

Gravar conversas, “colecionar”  documentos, agora está virando moda na Assembleia Legislativa do Paraná, entre alguns deputados. Após o anúncio público feito pelo democrata Plauto Miró Guimarães de que tinha cópias em pendrive de documentos que tramitaram nos últimos oito anos pela Alep, chegou a vez do também deputado Marcos Adriano Ferreira Fruet, o Soldado Fruet, dar o seu recado.

Líder da bancado da PROS, que além dele conta com o Boca Aberta Jr e Homero Marchese, o Soldado Fruet, numa declaração populista, aquelas que políticos adoram fazer, levanta a bandeira da independência. “Não sou da oposição, eu defendo meu povo”, chegou a afirmar na quarta feira (20), referindo-se ao seu reduto eleitoral, a região de Foz do Iguaçu.

Embora diga que é contrário a algumas políticas do Governo de Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD), a tentativa de se afirmar como “independente” é contestada “a boca pequena” na Alep. De acordo com fontes desta coluna, a relação estreita que mantém desde a campanha com o deputado federal Ricardo Barros, o esposo da ex-governadora Cida Borghetti (PP), coloca essa declaração em suspeição.

Quem olhar a prestação de contas do parlamentar verá que entre os financiadores da sua campanha, se destaca o diretório estadual do PP da Família Barros, no valor de R$ 100 mil, a maior fatia do bolo dos R$ 138.867,30 de doações recebidas. Outra informação que o atrela à Família Barros, oposição ao atual governo, é que um ex-assessor de Cida está lotado no gabinete do Soldado Fruet.

Mas o que pegou mesmo e o declarou ‘persona non grata’ na base governista foi o fato de que teria gravado reunião estratégica da bancada de situação. Com a possibilidade de ser colocado de lado, a saída foi pular a corda da oposição.

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