Juntos, mas separados!

O bate rebate entre a Família Barros e o governador Beto Richa começa a semana com novos desdobramentos. Se de um lado o ministro da Saúde, Ricardo Barros, faz de tudo para garantir o apoio palaciano à sua esposa Cida Borghetti, que além de ser vice é pré candidata à sucessão do governador, de outro, o próprio Richa tenta se esquivar de todas as maneiras, por enquanto. Richa vem dizendo com frequência que só terá uma decisão em abril deste ano, se sai ao Senado ou se continuará até o final do mandato. Porém, Barros tenta pressioná-lo já que Ratinho Junior, o deputado com maior poder de fogo na bancada governista, também pleiteia o apoio doméstico.

Nesta segunda feira (08) o ministro da Saúde, porém, esteve em Curitiba, ao lado do governador, que anunciou o repasse de R$ 10 milhões para o Consórcio Metropolitano de Saúde do Paraná (Comesp), envolvendo 27 municípios da Região Metropolitana de Curitiba. O recurso é para equipamentos e custeio do novo Centro de Especialidades do Paraná que está sendo instalado em São José dos Pinhais, e deve iniciar os atendimentos no primeiro semestre deste ano. Na mesma solenidade, Ricardo Barros, anunciou R$ 3,4 milhões do governo federal para ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias nos municípios que compõem o consórcio.

Embora juntos, mas ainda separados, se Ricardo disse, recentemente, que deixa o ministério em abril para concorrer à reeleição na Câmara Federal e para apoiar a candidatura da esposa, ele dá como certa a candidatura de Richa ao Senado Federal. Interesse? Claro, pois a desincompatibilização de Richa abriria espaço para Cida na sala principal do Palácio Iguaçu, além do apoio do grupo governista.

Também de olho nos investimentos que o Estado terá em 2018 por conta dos ajustes fiscais promovidos neste mandato, Richa, que é engenheiro, faz as contas e coloca em xeque uma possível arriscada ao Senado. Em entrevista ao Estadão prefere ficar na berlinda e dizer que o melhor momento do seu mandato será agora, dando a entender que poderá terminar a gestão, optando por Curitiba em vez de Brasília. Segundo Beto Richa, a casa está em ordem e tem muitos investimentos sendo feitos. “A minha tendência é continuar até o final do governo. Tenho pensado seriamente nessa hipótese”, disse ao Estadão.

Bem, o ano está apenas começando. Vamos continuar acompanhando pra ver quem terá razão! Mas com toda a articulação já feita pela Família Barros nos anos anteriores não dá para subestimar o ministro da saúde e sua clã.

 

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