O ‘Podemos’ mostra que está podendo

O 'Podemos' mostra que está podendo

Senadores Flavio Arns e Álvaro Dias do Podemos(Foto: Thati A. Martins)

Originado no Partido Trabalhista Nacional (PTN), o agora ‘Podemos’ mostra que está podendo mesmo. Agregando em suas hostes ‘gente famosa’, como os ex-jogadores Romário (agora, senador reeleito) e Marcelinho Carioca, o partido liderado pelo paranaense Álvaro Dias tem uma nova conquista.

O senador Flavio Arns deixa a Rede Sustentabilidade e ‘fecha’ a bancada paranaense da sigla em Brasília. É que o senador Oriovisto Guimarães também já está no Podemos. Dessa forma, o partido passa a ter 12 senadores e a ser a segunda maior bancada, com apenas um a menos que o MDB que tem 13 congressistas. E as novidades não param aí. Em breve um ‘peso pesado’ da política paranaense também assinará a sua filiação e já ‘de cara’ passará a comandar o partido no Paraná.

PODEMOS, ANTIGO PTN

E para quem desconhece a história política brasileira, o Podemos é oriundo do antigo PTN, fundado por Jânio Quadros em 1945. Em 1960 Jânio foi eleito como Presidente do Brasil. Porém, o partido foi extinto pelo AI-5, na ditadura militar, mas refundado em 1995 pelo empresário José Masci de Abreu.

A sua filha, a deputada Renata Abreu, começou o processo de transformação do partido, em 2013. Porém, após quatro anos, em dezembro de 2016, nasceu o Podemos. A escolha do nome foi inspirada no vitorioso mote de campanha do ex-presidente dos EUA, Barack Obama: ‘ yes, we can’ – Sim, nós podemos. Esse mesmo nome também é de um partido político espanhol de esquerda.

No Brasil, o Podemos se ‘agarra’ a pautas com apelos populares. Assim se ‘apodera’ de modelos que dão certo em outros países, ao ser definido como um partido de centro. Ou seja, não pende nem para a esquerda e nem pela direita. Porém, quer estar muito longe do fisiologismo do chamado ‘Centrão’. Assim, a intenção sempre foi de consolidar a imagem de um partido que combate a corrupção, que deseja ouvir a voz das ruas, aglutinar ideias.

Assim, com um discurso bonito prega o “seguir para a frente, com mais democracia para juntos decidir o futuro do país”. Bem, ‘bora lá’, pra ver o que o Podemos faz nesse sentido. Afinal, o então ‘nanico’ – com base nas bancadas nacional e estadual – cresce. E considerando nomes e números, mostra que o nanismo é coisa do passado e que hoje está podendo mesmo.

Leia outras notícias no Portal RSN.

Comentários