Por que não, para o Hospital do Câncer?

Pelo ralo (Foto: Reprodução)

A grande repercussão das diárias solicitadas e liberadas à maioria dos vereadores de Guarapuava pede uma reflexão. Após a sequência de matérias divulgadas pelo Portal RSN, a partir do desdobramento de declaração feita pelo vereador Elcio Melhem (PP) na tribuna da Câmara chamando a atenção de que o Ministério Público estava de olho nessas liberações, a condenação do ex-vereador Thiago Cordova pelo uso irregular do dinheiro público só corrobora com o alerta de Melhem. E há informações de que outros dois ex-vereadores estão na iminência de serem condenados pelo mesmo motivo.

Mesmo assim, na semana em que a pauta estourou, os vereadores Danilo Dominico, que é vice-presidente da Mesa Executiva, e o Germano Toledo Alves pediram e receberam diárias de R$ 3,225,00 cada para irem a Brasília. A justificativa? Idas a gabinetes de deputados federais e viabilização de recursos para a Secretaria de Políticas Públicas para a Mulher. Vale lembrar que a secretária Priscila Schran e a deputada Cristina Silvestri estavam lá pelo mesmo motivo.

Bem, se a liberação de diárias a vereadores sem ser para representação oficial do Legislativo Municipal, em Guarapuava, é legal, o fato é que o número de liberações se torna imoral. É como se o dinheiro público escoasse pelo ralo. E por que não barrar esses recursos, provocando economia nos cofres públicos e, posteriormente, destiná-los às obras do Hospital do Câncer em Guarapuava, já que o Tribunal de Contas permitiu essa destinação?

Por que não a presidência da Mesa Executiva dividir essa responsabilidade com os demais membros a partir de apresentação e votação das solicitações feitas pelos vereadores e para qual seria essa finalidade? Tornaria essa liberações transparentes e acabaria com a gritaria geral e com as possíveis pressões sofridas pela presidência em nome de “gratidão” e outras possíveis cobranças por fatos passados.

E o principal de tudo: a economia de gastos com dinheiro, já que as principais funções de um legislador estão concentradas aqui, no Legislativo Municipal, que são a fiscalização do Executivo e a criação de leis municipais de interesse público. Para demandas em Curitiba, sede do Governo do Paraná, e em Brasília, onde está o Congresso Nacional, existem deputados que representam Guarapuava e região.

Afinal, foi também para buscar recursos que foram eleitos e, teoricamente, sabem que tem essa obrigação. Mas para estancar esses gastos com diárias e que já tornaram um vício no poder público por que não pensar num projeto maior que beneficie a população de Guarapuava e região, como é o caso do HC?

Com a palavra a Mesa Executiva da Câmara!

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