Precisamos ser mais!

Pois é! Chegamos ao final de mais um ano e início de outro. Assim como se repete anualmente a cada 365 dias corridos. E pensando nisso comecei a refletir sobre o que a cultura nos impõe. Nós, brasileiros, costumamos celebrar as festas de fim de ano, comprando, comendo, se fartando.

E para isso, à medida em que os dias passam e a segunda quinzena de dezembro se aproxima, a correria começa. É como se tudo o que não conseguimos fazer durante o ano, teria que acontecer nos últimos dias.

Assim, uma das situações mais corriqueiras desses dias é a superlotação em lojas, supermercados, rodovias. E numa dessas ‘sangria desatada’ resolvi parar e pensar. Qual é a diferença entre o último dia dos . outros meses com dezembro? Não corremos, comemos, compramos, trabalhamos, dormimos e acordamos da mesma forma?

Tudo bem. Entretanto, percebi que a diferença está no fim do ciclo, na esperança que se renova ao se abrir um novo portal. E o que queremos encontrar além dessa abertura? Muito mais do que uma fenda. Queremos nos deparar com caminhos abertos, com felicidade, saúde, abundância. Não é isso que mais se deseja, quando entramos nessa roda viva louca que nos leva a extremos?

Porém, a tudo isso acrescento sabedoria, humildade, discernimento, humildade, gratidão. E para atrair o que desejo quero ter direito aos meus rituais. Cada um tem o seu. Então faça, cultue, honre, agradeça.

Entendo que rituais são importantes, pois nos conectam com o tempo, com a vida e, principalmente com a transição entre o tempo e a vida. Por isso, acredite! Vista-se de branco ou da cor que mais lhe cair bem. Coma sete grãos de uva ou, se estiver no mar, pule sete ondas. Eu quero mesmo é agradecer ao Senhor dos Caminhos, ofertar flores e milho branco com muito mel à Iemanjá. Honrar Oxalá, o orixá que vai reger 2020. A ele pedir muita paz.  Quero também louvar a Lua, saudar o Sol, a Terra, a água, o ar.

Afinal, como contou Carl Jung, aquele criador da psicologia analítica: havia um xamã de um povo primitivo que teria como principal atribuição conjurar o nascer do sol toda madrugada. Esse ritual se repetia diariamente. E como observou Jung, “talvez o sol precise mesmo ser ajudado a nascer todos os dias”.

Portanto, é hora de acreditar nesse novo ciclo. Isso fará muita diferença na maneira de vermos a vida. Porém, como pode ser observado, o muito está nas coisas mais simples. E isso basta para ser feliz. Não precisamos de muito, o que precisamos é ser mais!

Feliz 2020!

 

Comentários

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com