Prefiro um até breve!

Caio de ontem (Foto: Reprodução/Facebook)

A vida é feita de chegadas, partidas, novas chegadas, outras despedidas. Algumas pessoas chegam de mansinho, ganham confiança, conquistam, mas um dia se vão.

Há sete anos um menino franzino, com cara de intelectual, tímido, sentou à minha frente em busca de estágio na RedeSul de Notícias. Ele estava no segundo mês do primeiro ano de jornalismo na Unicentro. Era um entre cerca de 18 entrevistados. A escolha sobre Caio Budel foi unânime. Tinha algo nele que me atraía. E olhe que o “faro” não me engana. Apostei nele sem restrições. No terceiro dia de estágio, ele chegou até mim e perguntou se poderia também fazer entrevistas, escrever matérias, já que ele foi contrato para outra área. A primeira matéria já mostrou que tinha comigo um Jornalista.  Com o passar dos dias, se revelou muito mais do que isso: um parceiro. Uma pessoa que se integrou à minha família, conquistando minha mãe, minha irmã, meus filhos e amigos que frequentam a nossa morada. Um dia Orlando, o Negro Meu, me disse: “o Caio é uma energia limpa, leve. Faz bem olhar pra ele”. As pessoas puras são assim. Emanam o que há de melhor, bastando apenas, olhar pra elas.

Caio de hoje (Foto: Reprodução/Facebook)

No dia a dia, por sete anos, a sede de conhecimento, de fazer sempre o melhor, de vestir a camisa da RSN – é dele essa marca –  me fizeram dar a ele, cada vez mais, responsabilidades pelo site.

O tempo passou. Já jornalista graduado, sempre dedicado, o motivei a ser empreendedor, a criar a sua empresa, a não ter medo de desafios. Passou a prestar serviço para o agora Portal RSN.

Mas ninguém deixa algo sem que o ciclo se complete. É a roda viva da vida. Caio Budel volta a fazer parte do quadro  de colaboradores do RSN, mas como editor, cargo máximo de um departamento de jornalismo. Durante um ano nessa função, demonstrou conhecimento, maturidade, profissional.

O menino, que continua franzino, mas que evoluiu como jornalista, como ser humano, me ensinou. Foi muito aprendizado que, acho eu, ele nunca imaginou. Foram “puxões de orelha” ora sutis, ora enfáticos, que carregarei comigo como as boas coisas acumuladas pela vida afora. Afinal, somos eternos aprendizes.

Agora o ciclo se completa. A missão foi cumprida com méritos. O menino cresceu e vai em busca de novos horizontes.

Sinto um vazio, confesso. É como se um filho – ele já me disse que se sente assim -, uma pessoa que amo desata o cordão que nos une e voa livre em busca de novos desafios, novas conquistas.

Segue menino, siga o seu caminho. E entre chegadas e partidas, o mundo é infinito e pra você o céu não é limite.

Gratidão! Mas pra você, prefiro um até breve! É assim com as pessoas que amo mais do que chocolate!

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