Quem deve pagar essa conta são os políticos e não os cidadãos

*Este conteúdo integra um espaço cedido pelo Portal RSN aos pré-candidatos de Guarapuava que concorrerão à cadeiras na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) e também na Câmara dos Deputados. O objetivo é que o público conheça suas posições pessoais sobre os mais variados assuntos. As opiniões emitidas pelos autores nas colunas independentes que serão publicadas aqui não refletem a opinião do portal. A incidência de publicações dependerá do envio dos textos por parte dos interessados. Os assuntos a serem publicados neste espaço são de escolha dos pré-candidatos.

Por Ian Saraiva

A greve dos caminhoneiros teve pautas e métodos de paralisação que dividiram a população em contra e à favor. No entanto, uma exigência teve o mérito de conseguir toda comoção popular em apoio ao movimento: a redução do preço dos combustíveis e em última análise, a redução dos impostos praticados sobre qualquer produto comercializado no Brasil, o que coloca todos nós no mesmo barco.

O brasileiro, em sintonia com os caminhoneiros, não aguenta mais pagar tantos impostos a um modelo de Estado que não lhe beneficia, pelo contrário, lhe escraviza.

Muitos saíram às ruas e inundaram as redes sociais em protesto, a exemplo do que vem ocorrendo desde 2013. Ora, o mesmo combustível vendido nos postos no Brasil é exportado para países vizinhos pela metade do preço. Com um agravante de que boa parte do dinheiro arrecado é destinado aos altos salários, auxílios moradia, carros oficiais, entre outros privilégios do setor público de alto escalão. Enquanto isso, os serviços públicos básicos são de péssima qualidade. O que o Governo esperava? Uma salva de palmas?

O Governo pode ter se surpreendido, mas o povo não se surpreendeu com a solução oferecida pelo Governo. O povo não saiu às ruas para ver os impostos cobrados sobre o diesel serem transferidos para a gasolina ou para energia elétrica. Não saiu às ruas para aceitar uma jogada política e “pagar o pato”.

Não existe modelo de Estado que se sustente contra a vontade da maioria. O que se vê é a maioria revoltada e demonstrando sua indignação com uma frequência cada vez maior. Porém, espero que essa mesma maioria tenha condições de esperar as eleições democráticas, que são mais pacíficas. Melhor que a outra opção, que é a revolução violenta.

Não cabe a mim julgar, mas sim entender o momento histórico e mostrar soluções.

Eu, como pré-candidato a deputado federal, reitero o compromisso de atuação legislativa do Partido NOVO de que todos os seus eleitos reduzirão, pelo menos, 50% das verbas de gabinete, 50% do número de assessores e que abrirão mão dos privilégios. O partido também tem compromisso com a privatização das 151 empresas estatais, inclusive a Petrobras, com abertura de mercado para livre concorrência. Acreditamos que começar a economizar de “cima para baixo”, do menos prioritário para o mais prioritário, é o ponta-pé inicial para um Brasil com menos impostos e menos privilégios, mais livre e por fim, pacificado.

“A solução do Governo para um problema é usualmente tão ruim quanto o próprio problema”. Milton Friedman.

*Ian Saraiva, pré-candidato a Deputado Federal pelo Partido NOVO no Estado do Paraná.

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