Quer ser prefeito? O desafio está na pauta!

(Imagem: Reprodução/Pixabay)

A tentativa do surgimento de novas lideranças em Guarapuava é salutar para o processo democrático, uma vez que busca quebrar um ciclo fechado de alternância restrito e dá novas opções ao eleitor. Porém, romper esse círculo só cabe ao eleitor. Antes, porém, a responsabilidade maior é dos postulantes a esse espaço.

Cabe a eles a apresentação de propostas viáveis, do cumprimento da função do cargo que exercem, independente se essa função é política partidária ou não. No caso de vereador, já que temos pré-candidatos à sucessão de Cesar Filho – Guto Klosowski, Rodrigo Crema, Gilson da Ambulância e Professor Serjão, por enquanto – é chegada a hora de dar um basta ao populismo.

Afinal, legislar significa criar leis que vão ao encontro dos interesses das pessoas; significa fiscalizar o Executivo. É possível isso quando se é a minoria num poder aonde ainda quem fala mais alto também é o voto? Claro que é. Afinal, estratégias de comunicação não faltam. Mas a postura do mandato, a interação com o público alvo e a criação de uma imagem que mostre o diferencial, são os desafios para se contrapor a ojeriza criada na massa pela corrupção.

A figura do político tradicional está no auge da decadência por ser a figura central de um poder contaminado, podre. Correndo em paralelo com os vereadores surgem o vice-prefeito Itacir Vezzaro e que acumula pastas importantes na administração municipal. Homem do campo por profissão, atuou na Emater, na Secretaria de Agricultura e agora em Obras e Turismo, e leva vantagem por ter ações concretas positivas para mostrar.

Isso cabe também aos prefeitos que forem à reeleição. Mas é preciso ter o que mostrar. Ainda em Guarapuava, o advogado João Nieckars também faz a sua parte para angariar a simpatia e a confiança do eleitor. Outros nomes são ensaiados e mais uma vez a chamada classe produtiva – que no meu entendimento são todas as pessoas que trabalham -, busca emplacar um nome. Porém, ainda sem consistência.

Se surgir alguém que esteja fora do atual cenário, o chamado “outsider”, com uma trajetória pessoal que não o desabone, com propostas claras, objetivas e, acima de tudo, viáveis, poderá levar o voto desejado. A julgar pelas circunstâncias atuais, partidos políticos – salvo as condições logísticas próprias do processo eleitoral e que não são o foco deste conteúdo -, será o que menos importa ao eleitor.

Terão partidos que deporão contra ou a favor dos seus candidatos? É claro que sim, mas acredito que não serão o foco do eleitor. Portanto, o desafio maior para todos é se tornar cada vez mais distante da figura do político tradicional. Como se vê a coisa não é tão fácil assim! Com a palavra, os que estão chegando agora! Mãos à obra. O povo quer ver!

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