RECONEXÃO FEMININA COM A GINECOLOGIA NATURAL

O autoconhecimento dos ciclos e da natureza feminina é ancestral. Por milhares de anos as mulheres estiveram conectadas aos seus aspectos cíclicos, de acordo com a força da terra, do sol e da lua. Plantavam e colhiam suas próprias medicinas, pariam seus filhos de forma totalmente natural, aproveitando a inteligência perfeita dos seus corpos e elevavam o rezo quando as ferramentas do mundo tridimensional já não davam conta de curar as feridas do corpo, da alma e as mágoas do coração.

Um universo em que as mulheres nutriam a tradição da ajuda mútua desde pequenas tarefas do dia a dia, até grandes eventos de transformação da vida – como no caso da chegada dos filhos, foi sendo substituído por um mundo de competições de belezas estéticas, desvio da sensibilidade intuitiva com tarefas que exigiam alto desenvolvimento do lado esquerdo racional do cérebro, uso de hormônios anticoncepcionais indiscriminadamente e a tendência artificial nos nascimentos dos bebês como um evento médico e cirúrgico.

Sem contar as violências obstétricas e uma necessidade contínua de aprovação numa sociedade que ignora os ciclos da natureza humana e destrói o planeta justificando uma produção insana para o crescimento econômico.

Não podemos negar que ainda numa ancestralidade patriarcal as mulheres eram reprimidas de outras formas, já submetidas às regras do machismo velado e escancarado, violência, culpa por sentir prazer, e inclusive queimadas na fogueira pelo simples fato de serem detentoras de uma sabedoria única. Foi assim com parteiras, erveiras, rezadeiras e as sábias conhecedoras do seu próprio corpo e das leis naturais e universais.

Por isso não há melhor momento para que possamos retomar a nossa natureza selvagem, despertarmos para a beleza essencial e única que carregamos dentro de cada uma de nós e da nossa força criativa geradora de vidas, projetos e um mundo mais humano. Somos livres e temos muita informação de qualidade disponível!

Tudo o que trazemos dentro do nosso próprio ventre!

O convite é para retomarmos a tradição de devolvermos nosso sangue à terra, dizermos sempre sim ao que indica a nossa intuição, respeitar o fluxo da natureza dos nossos corpos e ouvir as nossas emoções a cada fase das nossas luas internas e externas.

E que seja clara a intenção de que esta reflexão não se trata de um discurso parcial voltado somente para mulheres. A humanidade num todo clama por essa retomada de poder em sua essência.

Que o feminino que reside dentro de nós, mulheres e homens, seja honrado. E que a partir disso,  o contato entre as polaridades do masculino e feminino sane qualquer energia de guerra e seja uma bela e harmônica dança pela vida.

Beijos.

Até mais!

Jo.

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