O Brasil se tornou PARLAMENTARISTA?

Nas últimas eleições presidenciais tivemos que escolher entre a Tosca (e não muito culta) Extrema Direita representada pelo Senhor Messias e a Pseudo Intelectualizada Militância de Esquerda encabeçada pelo Senhor Luiz Inácio através do “Poste Haddad”. Escolhi a primeira opção por considerar ser a melhor (ou a menos ruim). Não sou e nem nunca fui vidente, entretanto, o modo de agir, as declarações polêmicas e os arroubos do então candidato Capitão deixavam claro que o grande óbice de seu governo, caso ganhasse, seria a governabilidade e os que me conhecem pessoalmente ouviram várias vezes de mim esta minha preocupação. Então não foi surpresa nenhuma para eu constatar que nestes 4 meses e meio de mandato o Senhor Messias não consegue governar como convém. Conforme escrevi em outro artigo, a maioria dos problemas que o Capitão tem são causados por ele mesmo. O primeiro e mais importante equívoco foi apoiar a reeleição do Senhor Maia para Presidência da Câmara. O nosso presidente amador deveria saber (já que foi deputado por vários mandatos) que todo e qualquer projeto, principalmente a Reforma da Previdência, é votado como e quando o Presidente da Câmara estipula. O Senhor Maia, que é um político astuto, aproveitou que a esquerda revoltada fica no congresso fazendo birra e só diz NÃO a tudo pelo simples fato de ser oposição e a direita, mesmo sem pensar no tema, só diz SIM a tudo para não discordar do Chefe. No meio desta presepada toda ele reuniu o famoso Centrão, juntamente com os desiludidos de ambos os lados sob seu comando e emergiu reeleito presidente da Câmara fortalecido e agindo como um Primeiro Ministro de um sistema parlamentarista. Para aqueles que não compreendem bem, “parlamentarismo é um sistema de governo em que o poder legislativo (parlamento) oferece a sustentação política para o poder executivo. Logo, o poder executivo necessita do poder do parlamento para ser formado e também para governar”. Ou seja, o Deputado Maia, que é mais um político que tem contra si acusações de corrupção, está tentando, de maneira torta, governar este nosso país. E o está fazendo porque o Senhor Messias, por ações e até mesmo omissões, o permite.

No plebiscito realizado 1993 ficou ratificado que permaneceríamos no sistema presidencialista, portanto, já é mais do que hora de o Senhor Messias usar menos o twitter e envergar mais a faixa presidencial para GOVERNAR de fato o Brasil; lembrar que a presidência não é uma empresa familiar e colocar seus rebentos para fazerem carreira política fora do palácio. Está na hora, ainda, dele entender que o jogo político, lamentavelmente, é feito com concessões e trocas. Lembrar que quem fala por ele é o porta voz oficial do governo e não os filhos, amigos ou correligionários; de dizer oficialmente que o ex-astrólogo de extrema direta, que sequer mora no Brasil, não é seu mentor ou coisa que o valha. De afastar, ou se afastar, de todos aqueles que são réus, corruptos ou acusados, mesmo que seja seu descendente direto, pois como diz o ditado “A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.

Por outro lado, cabe aos radicais da ponta esquerda deste jogo assumir que não governam mais e participar do desenvolvimento do país, pois se governantes fossem, a maioria dos projetos que apresentariam seriam basicamente os mesmos apresentados agora pela equipe do Senhor Messias. Ser do contra sem uma razão lógica é prejudicar, deliberadamente, o nosso Brasil.

Digo tudo isto porque tendo você votado nele ou não o Capitão deve governar todos os brasileiros. Caso ele se sustente até o fim do mandato, em 2022 a nossa DEMOCRACIA dará a chance de escolhermos novamente.

Até lá FAÇA SUA PARTE. Acompanhe as posições de seu representante parlamentar, verifique, debata, critique de forma construtiva. Não sejamos radicais. Sou a favor da máxima do Consultor da Fundação Getúlio Vargas, Luiz Roberto Bodstein, que diz “O único lado meu em que me permito ser absolutamente radical é na minha resistência a ser arregimentado pelo radicalismo dos outros”

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