Tudo leva a crer que será 4 de outubro na cabeça

Maia diz que a Câmara Federal não possui votos para adiar eleições de 4 de outubro, conforme aprovou o Senado em duas votações

Tudo leva a crer que as eleições municipais ocorrerão mesmo no dia previsto pela Constituição Federal. Ou seja, 4 de outubro. Embora o Senado Federal tenha aprovado em duas votações a PEC adiando pleito para 15 e 29 de novembro, a Câmara deve rejeitar.

Como a decisão está nas mãos dos deputados, a pressão por parte dos prefeitos, principalmente, os que vão à reeleição, é grande. Sem o adiamento das eleições, haverá a dificuldade de campanha por parte da oposição. Porém, facilita para quem já está no poder, com visibilidade garantida nos últimos quatro anos.

A mesma situação favorece os vereadores que vão à reeleição e que garantem os votos, mantendo cabos eleitorais em empregos públicos, por exemplo. Isso significa que a maioria dos vereadores de Guarapuava e de outros municípios brasileiros já estão com o retorno garantido. Entretanto, essa tese pode ser derrubada se o eleitor fizer uma avaliação profunda sobre quem vai representá-lo.

DE VOLTA À CÂMARA

Bem, vamos retornar à Câmara Federal. Embora o presidente da Câmara, Rodrigo Maia tenha voltado a defender o adiamento das eleições, em razão da pandemia de covid-19, ele já acena essa possível derrubada. Disse que ainda não há votos na Câmara para aprovar a matéria.

De acordo com Maia, prefeitos querem recursos para combater a pandemia, mas não querem adiar as eleições em razão da crise sanitária. “É interessante a pressão de prefeitos por recursos porque a pandemia atinge os municípios com alto número de infectados, a economia caindo e ao mesmo tempo, uma pressão pelo não adiamento. Se não precisa adiar a eleição, é porque não tem mais crise nos municípios”.

Todavia, os números diários mostram o contrário. Mas na maioria das vezes o que prevalece não são os interesses populares. Assim, será 4 de outubro na cabeça.

 

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