VOCÊ ESTÁ SEMPRE COMEÇANDO ?

(Imagem/Pixabay)

Entre muitos caminhos buscamos aquele que não sabemos, de fato, para onde queremos ir. São muitos os que desejamos seguir, no entanto, não estamos convictos de qual escolher. São vários a nossa volta. As possibilidades são infinitas e acabam por nos deixar confuso.  Mas precisamos escolher um apenas. Somos livres para escolhê-lo, contudo, somos responsáveis por ele. Logo, assumimos o bônus, como também, o ônus do que foi escolhido por nós.

Nesse contexto, Tício seguia a sua vida. Ele tem 33 anos e é analista de sistemas.  Formou-se aos 23. Começou a desenvolver sistemas numa empresa de software. Dois anos depois, deixou de ser analista. Decidiu ser empresário e criou a sua própria empresa na área de tecnologia. Após quatro anos, fechou sua empresa. Tomou a decisão de mudar de cidade e foi tentar algo em outro estado. Foi para Manaus. E, lá ficou por três anos e depois voltou. Decidiu estudar para o concurso do Tribunal de Justiça, área de tecnologia.  Um ano depois, largou os estudos.

Quanto Tício decidiu sair da empresa de software, seu motivo era pela falta de reconhecimento, crescimento e autonomia dentro da empresa. Coisas que ele conseguiria empreendendo. Quando tomou a decisão de fechar a sua empresa, Tício passava por uma crise econômica e financeira, pois, reclamava da elevada carga de tributos e da burocracia. A mudança de cidade era a solução para o problema. Quando retornou de Manaus, Tício disse que a razão de sua volta foi a distância de seus familiares e amigos. Ele reclamava da carga horária de trabalho, da falta de lazer e da saudade que sentia de sua família. Por fim, quando abandonou os estudos para o concurso, desistiu pelo motivo de se achar incapaz de ser aprovado. Não confiava em si. Acreditava que a aprovação era algo impossível.

Perceba que todas as razões de Tício tem um sentido. No entanto, os seus motivos provêm de algo imaginário. Da falta de compreender a diferença entre o ideal e a realidade.  Da falta de clareza, objetividade e das verdadeiras razões que ele não as aceitava. Tício sofria de algo muito comum nos dias de hoje. Muitas pessoas estão sempre iniciando algo. E, Tício, sempre, está começando a vida. Ele imaginava que o novo caminho sempre seria o ideal. Então, começava, começava, começava… Ele estava sempre mudando sua rota, aliás, sua caminhada. Faltava foco e persistência. Tício quando decidiu ser analista, se imaginava, inicialmente, um grande analista dentro da empresa de software, após um tempo, exímio empreendedor em sua empresa e, depois, grande vendedor de equipamentos de informática em Manaus. E, quando desistiu de tudo isso, tinha o sonho de ser aprovado no concurso e se tornar agente público. Assim, Tício seguia a vida. O que, de fato, Tício não aceitava era a de encarar os obstáculos que surgiam em sua frente, pois, a cada dificuldade que encontrava, desistia e buscava uma nova saída. Fazia comparações do caminho escolhido (real) com um novo (imaginário). Este, naturalmente, vencia. E, lá estava ele começando de novo.

O que podemos perceber: A decisão frequente de mudança em nossa caminhada, não é sinal de mudança efetiva em nossas vidas. Decidir mudar a rota da caminhada com frequência, dificilmente irá fazer com que a nossa vida mude. Assim, é necessário que a mudança ocorra dentro de nós para que a vida mude.

Mas como mudar?  Escolhendo o caminho que está dentro do seu coração, com paciência e perenidade. Que seja único. Agora que você escolheu, envide esforços e seja obstinado. Trabalhe duro. Nunca desista frente aos obstáculos que surgirem. Persista em sua caminhada com fé, dedicação e disciplina. E não se esqueça: Quando sentir vontade de mudar, primeiro, enumere os motivos para seguir em frente.

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