O que se percebe é que Guarapuava continua na era da maquiagem, de tentar tapar o sol com a peneira. Há cerca de 30 dias a REDE SUL DE NOTÍCIAS deu visibilidade a denúncias de que as escolas e creches municipais padecem com a falta do que é mais básico: produtos de higiene e de limpeza. Para que os estudantes continuem tendo acesso a papel higiênico (isso mesmo, papel higiênico) as professoras fazem bazar, vendem doces ou pedem que as mães mandem pelos filhos.
Frequentemente divulgamos a solicitação que vendo feita pela Secretaria Municipal de Saúde, pela Comissão contra a Gripe H1N1", para que as mãos sejam lavadas com sabão ou sabonete, frequentemente. O cuidado se intensifica quando há aglomerações de pessoas, como é o caso de escolas. E aí o que dizer das escolas municipais e das creches que se ressentem com a falta desse material? Qual é a responsabilidade da administração municipal com a saúde dos alunos que estudam na rede municipal de ensino e das crianças que frequentam as creches?
A secretária municipal de Educação, Dorotil Casagrande Melhem tenta amenizar o fato e diz que o material foi licitado e já foi entregue às escolas, porém professores dizem que a quantidade recebida não é suficiente.
Material licitado agora? Não há planejamento que contemple o ano todo? E daqui em diante as professoras e os pais vão ter que continuar se virando para que esses produtos não faltem?