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A categoria de Daniel Alves

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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Daniel Alves é um desses atletas que os comentaristas esportivos gostam de classificar como: jogador com recursos. Ele tem uma boa habilidade, bastante velocidade, muita vontade e categoria, não á toa é titular incontestável em uma das melhores equipes do Barcelona de todos os tempos, e também da Seleção Brasileira.

A categoria de Daniel Alves, contudo, não é apenas para bater na bola. No confronto do Barça nesse último domingo (27) Daniel Alves mostrou categoria ao responder torcedores racistas. Com um simples gesto de comer uma banana atirada pelos torcedores rivais, Daniel Alves se tornou um símbolo de combate ao racismo.

Seu gesto viralizou nas redes sociais e se transformou na campanha #Somostodosmacacos, compartilhada por celebridades e por uma imensidade de fãs em todo o mundo.

Os maus exemplos

Se Daniel Alves é um grande exemplo de combate ao racismo, outros importantes nomes do esporte, que também deveriam dar bons exemplos, fazem exatamente o contrário. É o caso da Conmebol, que puniu apenas de forma simbólica a equipe do Real Garcilaso, do Peru, no episódio em que seus torcedores imitavam macacos a cada vez que o meia do Cruzeiro, Tinga, pegava na bola.

Donald Sterling, dono do Los Angeles Clippers, uma das maiores franquias da NBA, também é um desses péssimos exemplos. Recentemente ele foi flagrado fazendo comentários racistas durante um jogo de basquete.

As declarações de Sterling foram criticadas até mesmo pelo presidente Obama e o Clippers passam por maus bocados desde que isso aconteceu. Jogadores da franquia já ameaçaram realizar boicote, patrocinadores sumiram e Sterling pode ser punido e ser obrigado a deixar de frequentar jogos de qualquer equipe de basquete.

Foto: Reprodução

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