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Por enquanto a pesquisa mostra que guarapuavano desconfia do abraço em público

Abraço é tema de pesquisa de acadêmicas da Faculdade Guairacá

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

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O frio desta manhã, quarta-feira (08), pode ter deixado muita gente com preguiça ou de mau humor ,mas quem passou pelo Terminal da Fonte teve um motivo pra deixar todo o estresse de lado. Alunas do curso de psicologia, da Faculdade Guairacá, através de um trabalho acadêmico, estavam distribuindo abraços para quem quisesse receber o gesto de carinho. “O ato do abraço diminui a pressão sanguínea, o batimento cardíaco, nível de hormônios ligados ao estresse, é rápido e não custa nada”, cometam as acadêmicas.

Com uma camiseta com os dizeres “preciso de seu abraço hoje!”, as estudantes queriam observar o comportamento das pessoas, além de provocar algum tipo de reação. “Algumas ignoram completamente. Outras ficam curiosas e dão um sorriso. Mas as que abraçam são poucas”, diz Grazielle Pauletti. Os números das pessoas que cedem a um abraço assustam as alunas. Em frente ao Terminal, com pouco mais de 1 hora, das 150 pessoas que passaram por elas, apenas 19 quiseram um abraço. Quando o trabalho foi feita no calçadão da VX os números impressionam ainda mais: de 500 pessoas apenas 15 desejaram um abraço.

A pesquisa vem surpreendendo as garotas. “As pessoas estão muito desconfiadas, acham que estamos fazendo pegadinha”, fala Grazielle. Kelli Cristina Stocki diz que “é como se fosse um poste”, e está impressionada de como muitas pessoas são maliciosas. “As pessoas acham que estamos querendo algo em troca, que está ligado a algo financeiro, politico ou com sexo”, observa Kelli.

Porém, os poucos abraços que receberam até agora, foram gratificantes. Elas contam que as pessoas agradecem pelo abraço e dizem que estavam precisando daquele gesto de afeto. “Muitas pessoas dizem que aquele gesto já melhorou o dia delas. Há gente que para pra conversar e contar seus problemas e traumas” lembra Kelli. O trabalho chamou a atenção de Juliane da Silva. “É estranho, mas é muito bom receber um abraço”, relata a jovem.

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