Uma comissão encabeçada pela Academia de Artes Ciências e Letras de Guarapuava (ALAC) encontra-se na Secretaria de Estado da Cultura em audiência com o secretário Paulino Viapiana para apresentar e entregar o anteprojeto arquitetônico do Teatro Municipal de Guarapuava. A reunião acontece nesta quarta-feira (11). O grupo deixou Guarapuava às 5 horas da manhã de hoje.
Orçado em R$ 10 milhões a obra do Teatro Municipal está sendo debatida entre comissões setoriais que compõe o Movimento Pró-Cultura. O projeto foi executado pelo arquiteto Paulo Ernesto Siqueira Martins e doado à ALAC por ocasião dos 200 Anos de Guarapuava comemorados em 2010. A obra, porém, ainda depende de recursos e de área.
“Guarapuava merece um teatro à altura da sua história”, afirmou a socióloga Maria Magdalena Nerone, que preside a ALAC. Ela defende que o município se transforme num pólo cultural.
A importância de um teatro é ressaltada por outras pessoas. A professora doutora Margarida Gandara Rauen, diretora do Escritório de Relações Internacionais da Unicentro disse que quem um teatro traz para a comunidade a oportunidade cultural e artística. “O povo necessita de uma diversidade de exposição cultural, para que ele tenha contato com outras culturas além da dele”.
De acordo com Margarida, com um espaço adequado a cidade poderia ter mais espetáculos de danças e teatrais. O que daria mais oportunidade de trabalho, além de movimentar o turismo e o comércio da cidade.
“Se tivéssemos um lugar adequado para trazer grandes eventos, muitas pessoas viriam conhecer Guarapuava, e assim movimentaria o comércio da cidade”. Ela ressalta que a cidade está privada na participação de grandes eventos pela falta de estrutura.
Segundo Margarida, o teatro poderia ser um espaço multi artes. Com um centro cultural que serviria para grandes exposições de esculturas, quadros e outros tipos de obras. “Existe um improviso constante e falta de suporte para a realização desses eventos”, ratifica.
Para o vice reitor da Unicentro, professora Aldo Bona, mesmo que tivéssemos vários espaços para manifestações artística, um novo espaço sempre é bem-vindo.
“Espaços culturais abrem oportunidades para manifestações artísticas. Um novo espaço dá a possibilidade de Guarapuava atrair eventos culturais importantes. Isso acaba criando na sociedade um gosto para as atividades culturais”, afirma. Bona defende a união da sociedade civil organizada, em torno de um projeto de construção do teatro para Guarapuava. “ É um movimento muito importante que precisa ser reconhecido e apoiado”, diz, Ele também acredita que esse espaço e que as atrações movimentaram a economia local.
“Eventos culturais atraem público para a cidade e movimenta a economia. Por exemplo, o setor gastronômico e hoteleiro. O trabalho cultural é um trabalho de longo prazo. Uma vez identificada como pólo cultural, Guarapuava criará um público consumidor, se refletindo na economia da cidade”, diz.