Por Mauro Xavier Biazi - Abertas as urnas, aqui e em todo o Brasil, um novo retrato, principalmente no Paraná: famílias políticas deixando de herança suas bases aos filhos. No Paraná, como lembrou um cientista político, a herança política tem sido mais forte. Da renovação "velha" da Assembléia em 2010, os 18 novos eleitos são filhos dos que conhecem tão bem os meandros da política e por isso elegem até poste. Para o professor de Ciências Políticas Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o fenômeno do “familismo” é antigo na política paranaense, mas realmente vem aumentando. “A maior bancada da Assembleia hoje não é a de nenhum partido. É a bancada dos ‘juniores’”, afirma o professor. Assim sendo, de agora em diante a cada natal os filhos de políticos pedirão: "Papai, quero um cargo político..." No que o pai responderá: "Pódexá fio, o pai dá um procê".
Para quem não tem avô, pai, marido, que circula com desenvoltura no cenário político estadual, a empreitada fica mais difícil que parto de porco espinho.
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